"O Sporting venceu o campeonato na temporada 1999-00 com a ajuda do empresário José Veiga e Luís Duque, na altura presidente da SAD, sentiu-se na obrigação de pagar esse favor. Começaram aí os actos de gestão danosa. Ele destruiu praticamente a equipa campeã, contratando uma série de jogadores representados por Veiga. Muitos deles chegaram a “custo zero”, como Duque afirmava na altura, mas, na realidade, custaram fortunas face aos chorudos prémios por assinatura e aos ordenados elevadíssimos que usufruíam. Um dos maiores exemplos foi João Vieira Pinto, que custou ao Sporting cerca de 10 milhões de euros. O Sporting tornou-se refém deste empresário e dos seus negócios. Para se ter uma ideia desta política despesista, na época de 2000-01 registou-se um prejuízo de 23 milhões de euros, mesmo com a SAD a gerar mais-valias com transferências na ordem dos 21 milhões de euros. Foram muitos negócios ruinosos, nomeadamente a tentativa falhada da contratação de José Mourinho para treinador, que obrigou o Sporting a pagar os seus ordenados até o técnico encontrar um novo clube", disse Severino em entrevista ao jornal Público.
"As contratações milionárias e as vendas em saldo foram uma constante. Que me recorde, os únicos negócios que terão gerado algum lucro relevante à SAD foram as transferências de Cristiano Ronaldo, Nani, Hugo Viana e Aldo Duscher. De resto, a esmagadora maioria dos jogadores que foram contratados pelos vários gestores do futebol não geraram praticamente retorno", disse antes de explicar o negócio Cristiano Ronaldo.
"O Sporting recebeu apenas 8,25 milhões de euros pela venda ao Manchester United daquele que é actualmente o melhor jogador do mundo. Foi um fraco negócio. O Manchester United avançou com 17,5 milhões de euros para contratar Ronaldo, mas 2,5 milhões serviram para pagar comissões e 5,25 milhões foram para um fundo, o First Portuguese Football Players, ligado ao BES, que detinha 35% do passe do jogador. Por esta percentagem, o Sporting recebeu 627 mil euros, depois do passe de Ronaldo ter sido avaliado em 1,8 milhões de euros, quando tinha 16 anos. O fundo multiplicou o investimento inicial por oito. Espantoso! Na altura, os responsáveis da SAD eram António Ribeiro Telles (presidente) e José Eduardo Bettencourt [administrador-executivo]. Foi uma precipitação completa transferir um jogador com aquele valor por uma verba destas. O grande beneficiado com este negócio foi o fundo do BES".
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