20 novembro 2014

Benfica queria mas Raphael Guerreiro tem preço proibitivo. Dragões ignoram ataques a Jackson. "Buraco" da Liga ascende a 1,5M€. Proposta da RTP para champions "é a mais baixa de sempre"

A ascensão meteórica de Raphael Guerreiro, autor do golo que deu a vitória a Portugal sobre a sua congénere Argentina, coloca-o mais longe do Benfica, escreve o CM. 
O jovem lateral-esquerdo do Lorient, de 20 anos, está referenciado pelos encarnados que, segundo apurou o diário, chegaram a fazer uma abordagem ao jogador, mas essa manifestação de interesse poderá ter chegado tarde.
O luso-francês estava avaliado em quatro milhões de euros, mas as exibições na seleção de Sub-21 levaram o emblema francês a subir o valor do passe para oito milhões. Com os dois jogos realizados pela seleção principal, um deles coroado com um golo frente à Argentina de Messi, o passe de Guerreiro não será inferior a 10 milhões de euros.

FC Porto: O FC Porto está a ignorar os ataques de alguns tubarões europeus ao avançado Jackson Martínez, escreve também o CM. O colombiano está a ser cobiçado por vários clubes, mas o azuis-e-brancos não aceitam negociar o jogador, pelo menos até ao final da temporada.
Para já, e segundo apurou o diário, apenas o Arsenal, de Inglaterra, abordou oficialmente os portistas para conhecer a disponibilidade do clube para negociar Jackson. Mas a SAD portista garantiu que apenas pelo valor da cláusula de rescisão, avaliada em 35 milhões, poderia abrir mão do melhor marcador da equipa nas últimas duas temporadas. Ontem, a imprensa italiana anunciou o interesse da Juventus no jogador, afirmando que o clube, campeão italiano, está disposto a oferecer o valor da cláusula de rescisão, mas ainda não houve qualquer abordagem ao FC Porto .
Também o próprio Jackson Martínez, de 28 anos, tem recusado ouvir outros clubes nesta altura, remetendo todos os contactos para o seu agente. O jogador e o clube têm um acordo para uma eventual saída no final da temporada e por isso Jackson está apenas focado no plantel e na reconquista do título nacional e na Liga dos Campeões.

Liga: José Eduardo Simões revelou, esta quinta-feira, que o "buraco" financeiro da Liga de Clubes ascende a 1,5 milhões de euros, sendo que o novo presidente do organismo, Luís Duque, pretende que sejam os clubes a financiar o montante em causa.
"A Liga precisa de 1,5 milhões de euros e quer que sejam os clubes a financiar esta verba", adiantou o presidente da Académica, durante a assembleia-geral do clube, em Coimbra.
O elevado défice da Liga representa, para Simões, uma "situação de enorme gravidade", considerando o dirigente, acérrimo crítico da gestão do anterior presidente, Mário Figueiredo, que o futebol português "desceu" demasiado baixo.
"Isto vem ao encontro do que tenho dito em relação à governação do anterior presidente. Isto é a falência do futebol português, de cima a baixo, e mostra bem ao ponto que desceu a organização do futebol em Portugal", rematou.

Fora de campo: O Conselho de Administração (CA) da RTP esclareceu esta quinta-feira que a proposta da empresa para os direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões de futebol foi "a mais baixa oferta de sempre".
Em comunicado, a administração liderada por Alberto da Ponte refere que a RTP concorreu "com a mais baixa oferta de sempre, pretendendo oferecer aos portugueses, caso seja vencedora do concurso em causa, os serviços em canal aberto, em radiodifusão e em alta definição", rejeitando que valor tenha sido de 18 milhões de euros, como chegou a ser noticiado.
A posição da administração da RTP surge um dia depois de ter sido noticiado que a empresa tinha garantido os direitos de transmissão dos jogos.
Também esta quinta-feira, o Conselho Geral Independente (CGI) da RTP afirmou que a proposta da empresa para a compra dos direitos dos jogos da Liga dos Campeões "foi aceite pela UEFA" e "é vinculativa", pelo que existe um compromisso jurídico assumido.
No comunicado, o CA da RTP "esclarece que não interfere nas decisões editoriais ou de programas a não ser na estrita medida em que, uma vez feitas as opões pelas direções em causa, as propostas lhe são submetidas para aprovação, nomeadamente em matéria orçamental e de observância do contrato de concessão".
A RTP adianta que "o montante oferecido para esta aquisição de direitos está previsto no orçamento de grelha e não constitui qualquer esforço financeiro suplementar para a empresa". A estação televisiva mostra-se "consciente de que assim cumpre o seu dever de prestação de serviço público caso consiga trazer de volta à RTP os referidos direitos, pois trata-se de uma competição que é legalmente qualificada de interesse generalizado do público".
Garante ainda que está "consciente do esforço que é exigido aos portugueses", pelo que "nunca incorreria em custos extraordinários com a aquisição de programas e entende que, dada a qualidade deste produto televisivo, as receitas publicitárias advenientes da sua exibição permitem dizer que o mesmo é autossustentável".
"Por último, o CA da RTP lamenta a forma inoportuna, deselegante e mal informada como alguns comentários sobre o assunto foram trazidos a público", concluiu.

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