08 outubro 2014

Vieira pede contas sobre Júlio César. Jorge Mendes reforça posição na Seleção. FC Porto, Académica, Nacional e Paços de Ferreira têm futebolistas com risco acrescido de contaminação de Ébola

Luís Filipe Vieira pediu explicações ao departamento médico do Benfica sobre a lesão de Júlio César, que não foi detetada nos testes médicos feitos na altura da contratação. O presidente ficou a saber que os diversos exames ao jogador nada acusaram, escreve o CM.
Júlio César terá passado nos testes da mesma forma que o fez em clubes como Inter, Queens Park Rangers e Toronto, ou ainda na seleção brasileira: não acusou nada que o impedisse de exercer a profissão.
O CM escreve também que os médicos explicaram a Vieira que uma lombalgia crónica pode não ser despistada nos testes médicos. Ao contrário do que sucede, por exemplo, com uma rotura de ligamentos, facilmente detetável, podem ser impercetíveis vestígios de lombalgia no momento em que é efetuada a ressonância.
Só mediante queixas apresentadas pelo jogador o mal se revela. Júlio César convive com o problema há muitos anos e a lombalgia não o impediu de se afirmar ao mais alto nível. A idade (35 anos) faz aumentar as dúvidas sobre as atuais capacidades. Mas o jogador garantiu ao presidente do Benfica estar apto para fazer uma grande época.

Portugal: O empresário Jorge Mendes viu a sua posição reforçada na seleção nacional, onde conta com 14 jogadores escolhidos por Fernando Santos para o jogo particular com a França (sábado) e para a partida de qualificação para o Euro 2016 com a Dinamarca (dia 14).
Em relação à seleção nacional que esteve no Mundial do Brasil, o superagente conta com mais seis jogadores (incluindo Fábio Coentrão, que esteve convocado, mas acabou dispensado devido a lesão). Paulo Bento levou para o Mundial oito atletas agenciados por Mendes (embora tenha mediado transferências de mais dois: Postiga e Hugo Almeida).
Apesar de a revolução operada por Fernando Santos ter deixado de fora Miguel Veloso, Jorge Mendes viu a sua posição reforçada com as entradas de Ricardo Carvalho, Adrien Silva, André Gomes, João Mário, Tiago, Quaresma e Danny. Estes juntaram-se a Rui Patrício, Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão, João Moutinho, William Carvalho, Pepe e Bruno Alves, que já tinham estado no Mundial do Brasil.
Além de Mendes, não há nenhum empresário ou agência que detenha mais do que um jogador na Seleção, como a seguir se detalha: Beto (António Teixeira), Cédric (SEG), Eliseu (Carlos Gonçalves), Ivo Pinto (Onsoccer), Antunes (Footconect FMA), Vieirinha (Rogon), Éder (Leonel Silva Batista) e Nani (Federico Pastorello). Anthony Lopes e José Fonte não têm empresários.

Atualidade: FC Porto, Académica, Nacional e Paços de Ferreira têm futebolistas com risco acrescido de contaminação.
Os clubes portugueses cujos futebolistas internacionais africanos jogarão em zonas ou contra adversários de países onde é grande o risco de contaminação de Ébola revelaram esta quarta-feira que estão a cumprir todos os procedimentos preventivos dos protocolos de saúde.
O avançado camaronês Aboubakar, do FC Porto, é um dos jogadores que, na sexta-feira, jogará frente a um adversário oriundo de uma das zonas onde foi detetado um dos focos da epidemia, a Serra Leoa, onde se registaram, até ao momento, 623 mortes e 2437 casos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Razão pela qual os "dragões" estão a promover, segundo fonte oficial do clube, o "acompanhamento e monitorização, de acordo com os protocolos existentes", no que diz à deslocação e ao adversário da sua seleção.
Quanto ao colega de seleção nos Camarões, Edgard Sally, fonte do gabinete de comunicação da Académica disse à Lusa que o seu jogador foi convocado e integrou os trabalhos da seleção "dentro da mais completa normalidade", realçando que, tendo em conta que existem várias entidades responsáveis pelo acompanhamento da doença, "não cabe ao clube pronunciar-se sobre o assunto". A partida conta para a fase de qualificação para a Taça Africana das Nações (CAN) e vai realizar-se em Yaoundé, capital dos Camarões, a pedido da federação da Serra Leoa, país onde a doença se tem alastrado.
Por seu lado, o gabinete de comunicação do Nacional informou que o clube não tomou medidas relativamente ao jogador Boubacar Fofana, que vai jogar pela seleção da Guiné-Conacri contra a congénere de Marrocos. "Não achámos necessário, uma vez que o Boubacar vai jogar em território marroquino, onde, até agora, não existem sinais da doença", esclareceu o emblema madeirense.
O futebolista costa-marinense Seri, do Paços de Ferreira, vai jogar em Kinshasa, na República Democrática do Congo, e viajou "de acordo com os procedimentos em vigor" para quem se desloca aos países africanos, referiu Paulo Gonçalves, diretor de comunicação dos pacenses. Além disso, o departamento médico do clube, conhecedor dos sintomas e dos riscos de contrair a doença, fez-lhe algumas recomendações, seguindo o protocolo médico, confirmou aquele responsável.
A infeção do vírus resulta do contacto direto com fluídos orgânicos de doentes - como saliva, sangue, urina, fezes ou sémen. O período de incubação da doença pode durar até três semanas.

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