09 outubro 2014

Bruno de Carvalho espera sair vivo do Dragão e comenta 'silêncio'de Pinto da Costa

O presidente do Sporting não teme que a reação ao arquivamento do caso Apito Dourado pelo Conselho de Disciplina da Federação possa criar um ambiente menos favorável à equipa quando esta se deslocar ao Dragão para defrontar o FC Porto na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal.
«Podia perguntar se Portugal não temeria que, com a decisão do (processo) Apito Dourado, as pessoas começassem a portar-se mal e houvesse um aumento da criminalidade por pensarem que não existia justiça. Podiam perguntar-me se as atitudes do FC Porto nas últimas vezes que jogaram em Alvalade podiam provocar algum sentimento de revolta nos sportinguistas: podia. Se, agora (o jogo da Taça no Dragão), vai ser diferente... acredito que não porque já foi tão mau na primeira vez. Pior, só se sair de lá morto. Talvez, alguém na justiça portuguesa esteja à espera que alguém saia dali morto para depois resolverem a questão. Espero que não seja o meu caso», disse Bruno de Carvalho no regresso de Londres, onde participou num círculo de conferências sobre más práticas desportivas.
Sobre o jogo: «O Sporting vai para vencer. As competições internas são um objetivo este ano, e a Taça de Portugal é uma delas. Há de ser um bom jogo, no seguimento do que foi cá (empate 1-1 em Alvalade, para o Campeonato). Que o Sporting entre com a mesma garra e vontade mas que o resultado seja a vitória, que é o mais importante. De resto, vai correr mal como sempre.»
Convidado a comentar o silêncio de Pinto da Costa sobre as críticas que tem lançado ao presidente do FC Porto: «Não pretendo nenhuma resposta. Preferia muito mais que o presidente do FC Porto desse respostas mas se portasse como deve ser, do que não dar respostas e fazer o que faz. Mas também faz parte e, assim, o futebol é mais picante. Gosto de defender o Sporting e perceber que o futebol também se joga um pouco fora, não estou a falar em corrupção, das quatro linhas. Mas sempre com um sentido de senso e de educação. Compreendendo também que há um pouco de espetáculo fora (do campo). Há pessoas que extravasam esse sentimento de espetáculo e levam a coisa para um caminho mais perigoso. Tenho esperança que a falta de reposta se traduza um dia na falta deste tipo de atitudes. A partir dai, o presidente do Sporting não há de dizer nada porque não tem nada para dizer.»
E concluiu: «Importante é não nos preocupemos tanto quando estão as câmaras (de televisão), mas também quando não estão as câmaras e ter um sentido de urbanidade, que faz bem a toda a gente, quer seja do Norte ou do Sul.»

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