
O empresário de Shikabala em Portugal, Paulo Faria, revela, numa entrevista à RR, que o avançado egípcio "provocou" o incidente registado no início de Agosto, em Alexandria.
O jogador do Sporting, recorde-se, ficou retido alguns dias em solo egípcio, após uma partida de carácter amigável frente ao Ittihad Alexandria, depois de não ter requerido a documentação relativa ao serviço militar obrigatório. Abordado pelas autoridades em pleno aeroporto Borg El-Arab, Shikabala não viajou com a restante comitiva verde e branca, rumo a Lisboa.
"Ele não pediu o papel e já sabia que ia ficar no Egipto dois ou três dias, de férias. Nesses dias, não atendeu o telefone à entidade patronal e isso não se faz. Ele provocou tudo e ele próprio sabe que provocou", atira Paulo Faria, sem reservas.
"Estamos a falar de uma equipa [Sporting] que luta para ser campeã. Se todos os jogadores achassem que deveriam ter esse comportamento, íamos ver onde o clube ia parar", remata o representante de Shikabala, que estará perto da saída de Alvalade.
"Fica um ano e meio sem competir, vem para o Sporting com o comboio a meio e não conseguiu apanhar esse comboio. Depois, ainda faz toda a porcaria que tem feito. Isso é estar a gozar com as pessoas que trabalham com ele e com as pessoas do clube", dispara.
O representante de Shikabala em Portugal
divulga ainda que o Sporting não
conta com o avançado egípcio, que o clube leonino o colocou na lista de
dispensas, mas que a saída de Alvalade está a ser dificultada pelo
próprio atleta e pelo seu agente egípcio.
"Tínhamos a proposta para o
Shikabala sair, chegámos a acordo com esse clube grego e com o Sporting.
Era um empréstimo de um ano para ele poder jogar. A uma hora do fecho
do mercado, o Shikabala desligou o telefone e o agente dele no Egipto
diz que o jogador não tem interesse em ir para lado nenhum e que ele
queria ficar no Sporting. (...) Ele pensava que ia ficar e que ia jogar.
Eu disse-lhe que ele não ia jogar, nem na equipa 'A' nem na equipa 'A'.
As pessoas querem vê-lo fora dali", afirma Paulo Faria.
Com
o cenário helénico encerrado, "pode haver agora a possibilidade" de
Shikabala rumar ao Egipto, para voltar a representar o Zamalek. Mas até
este processo está em suspenso.
"Pode haver agora a
possibilidade do mercado do Egipto, aberto até amanhã [5 de Setembro].
Há a possibilidade de o Shikabala regressar ao Zamalek, mas as coisas
não estão muito fáceis. A opção de não sair para a Grécia foi uma
tontice. As coisas estavam todas certas, não houve entraves da parte do
Sporting e agora estamos a aguardar. A intenção do Shikabala é regressar
ao Egipto ou ir para a Arábia. São as duas hipóteses que estão em cima
da mesa", explica, de forma desiludida, projectando uma definição quanto
ao futuro de Shikabala "até hoje ou amanhã".
Ora,
perante os problemas que Shikabala já terá provocado como jogador verde e
branco - com a detenção em Alexandria à cabeça - Paulo Faria deixa um
agradecimento à paciência que os dirigentes do Sporting têm tido com o
atleta que representa.
"Tenho que agradecer ao
presidente do Sporting [Bruno de Carvalho] e ao Augusto Inácio, que
facultaram todas as condições para o Shikabala brilhar. O Sporting teve
um comportamento correcto e já tolerou muitas coisas ao Shikabala",
admite.
Por fim, o agente egípcio de Shikabala também
não escapa à esfera de críticas de Paulo Faria. "O representante do
Shikabala no Egipto acha-o um fora de série. A mensagem que ele lhe
passa é que o Shikabala não precisa de trabalhar para ser um fora de
série. Mas isto, aqui, é a Europa e o Shikabala ainda não provou, na
Europa, que é um grande jogador", conclui o empresário madeirense.
Contratado
em Janeiro deste ano ao Zamalek, Shikabala registou apenas 13 minutos
com a camisola da equipa principal do Sporting, na época passada. Esta
temporada, não disputou qualquer partida oficial ao serviço dos leões.
O fim da linha desta ligação entre verde e brancos e o internacional egípcio estará, por isso, muito perto.
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