A Doyen Sports, fundo que colocou Marcos Rojo no Sporting, emitiu esta quarta-feira um comunicado na sequência das declarações de Bruno de Carvalho, a criticar a posição do presidente dos verde e branco lembrando que o defesa não era leão sem a intervenção da Doyen Sports que custeou 75 por cento da transferência para Alvalade.
Leia aqui o comunicado:
1. A Doyen Sports é uma empresa de capitais privados registada e que cumpre todas as normas internacionais a que está submetida pela legislação que rege a sua atividade;
6. A Doyen não interfere, nunca interferiu nem pretende interferir em nenhum clube nem na tomada de qualquer decisão. Os contratos da empresa são transparentes, claros e, contrariamente a outros concorrentes, defendem a total independência dos clubes na tomada de decisões. Orgulhamo-nos muito disso e somo utilizados como bom exemplo pelas instituições internacionais que tutelam o futebol. O nosso modelo de contrato será por exemplo a base do modelo que será utilizado e regulamentado pela Liga Espanhola;
7. A Doyen fui fundamental para que o jogador Marcos Rojo pudesse ser transferido para o Sporting porque assumiu, no momento da negociação, o pagamento de 75% do valor da transferência assumindo até as primeiras prestações antes de o Sporting ter que pagar os seus 25%, numa outra medida de facilitar a vida ao clube. Sem a intervenção da Doyen, através do financiamento, o Marcos Rojo não seria jogador do Sporting. Mas mais ainda, em simultâneo realizámos outras operações com o Sporting entre as quais um empréstimo ocasional para o clube poder fazer face às dificuldades de tesouraria que tinha no momento;
8. Foram assinados, de boa fé e livre vontade, contratos entre a empresa e o Sporting que regem a relação de partilha de direitos sobre o atleta em causa. O Sporting recebeu apoio jurídico e fiscal para o efeito através do seu departamento jurídico que ainda hoje está no clube. Todas as partes asseguraram os seus direitos nas proporções e condições negociadas;
9. O Sporting, como qualquer outro clube que trabalha com a Doyen, não está obrigado a vender o jogador com o qual tem um acordo de partilha de direitos económicos porque isso limitaria a independência do clube ainda que não fosse ilegal essa obrigação. A decisão não passa pela Doyen, só compete ao clube e ao jogador. Orgulhamo-nos de defender esta fórmula;
10. Obviamente que a empresa tem que salvaguardar os seus interesses; não existindo regras contratualizadas entre as partes, o investimento realizado poderia nunca gerar qualquer retorno podendo estar mesmo em causa qualquer verba investida;
11. O Sporting está portanto no seu inteiro direito de não transferir o jogador Marcos Rojo sabendo que para isso só tem que compensar o fundo nos termos e prazos conforme está estabelecido contratualmente desde início;
12. No sentido de entender qual a postura do clube a Doyen tentou por vários meios contatar o Sporting no intuito de entender qual a posição do clube até porque anteriormente, em reuniões e por escrito, ficou claro que o Sporting venderia o jogador. Nessa altura foram-nos indicadas condições que estão completamente fora do âmbito contratual;
13. Apesar de não ter direito a exigir mais do que está no contrato o Sporting indicou essas exigências extras e sem nexo como condição para "deixar sair/libertar" o jogador. O Sporting parece que exige agora (parece porque oficialmente não sabemos de nada) ainda mais contrapartidas que só podem ser encaradas num cenário de demagogia e de uma realidade virtual. Entende-se talvez assim a revolta do jogador porque foi-lhe dada a palavra e feita uma promessa que agora o clube não quer assumir, o mesmo com a Doyen que trabalhou, por solicitação do clube, no sentido de obter propostas mais vantajosas para todos;
14. Num ato de boa fé, até porque a Doyen reconhece o papel importante do clube na promoção do jogador, foi proposto por escrito, tendo sido impossível pessoalmente apesar das várias tentativas, condições especiais que beneficiariam em muito o Sporting caso o clube optasse por transferir o jogador. Para a Doyen, face às propostas existentes e aquilo que por boa vontade oferecemos ao Sporting, o cenário mais lucrativo, substancialmente mais, é que o Sporting decida manter o jogador nos seus quadros profissionais, direito que, repetimos, lhe assiste e que também vem de encontro aos nossos interesses;
15. Por vicissitudes alheias à Doyen, aproveitamos ainda para esclarecer que mesmo pelo valor da cláusula o Sporting tem os mesmos direitos que tem hoje não recebendo portanto mais dinheiro ou contrapartidas caso a oferta seja de 20 ou 30 milhões, sendo trinta o valor da cláusula de rescisão;
16. Infelizmente, porque gostaríamos de revelar mais detalhes para aclarar ainda mais a opinião pública, não podemos revelar dados concretos do contrato devida à cláusula de confidencialidade imposta, cláusula essa que ontem o Presidente não respeitou, tendo chegado a fazer afirmações que não correspondem à realidade contratual e dos factos;
17. Entende-se portanto que as declarações proferidas ontem pelo Presidente do clube, nomeadamente "Não cedo a chantagens, não cedo a pressões, não cedo a interesses de agentes e muito menos de fundos" estão claramente deslocadas no contexto da relação com a Doyen até porque poderíamos alegar precisamente o contrário;
18. É do conhecimento geral a "cruzada" travada por esta direcção contra os agentes e representantes de jogadores e também contras os fundos. Nós, Pini Zahavi, entre tantos outros, incluindo os maiores agentes internacionais, somos pelos vistos inimigos do clube! Não se percebe que benefício o Sporting poderá retirar ao hostilizar os fundos e os agentes não querendo cooperar nem ter relação com quem mais pode ajudar. Estranhamente algum(ns) agente(s) têm relações privilegiadas. Mas mais uma vez está claro que o Sporting pode e deve cooperar com quem entenda e que melhor sirva os interesses do clube e das pessoas que o representa;
19. Para terminar, caso seja necessário, queremos deixar claro que não hesitaremos em usar todos os recursos legais ao nosso dispor para defender integralmente todos os nossos interesses e direitos.
20. Gostariamos ainda de reafirmar o nosso maior respeito pela instituição que é o Sporting e respetiva massa associativa e todos os seus adeptos.
Já que este blog (que faz parte da escumlha subserviente ao sistema corrupto do futebol português) e não publica a resposta do Sporting (esta manhã) ao comunicado emitido ontem pela empresa de fundos Doyen Sports, fica aqui esse mesmo comunicado do Sporting para que os leitores tirem as suas conclusões.
ResponderEliminarChamo a atenção em especial para a última frase do comunicado leonino e para o facto de tudo este comunicado demonstrar quem está do lado dos fundos de corrupção e lavagemm de dinheiro que estão a apodrecer o futebol e quem está a combater esse polvo, do outro lado da trincheira.
Querem guerra? Estamos mais que preparados para ela e nem sonham o que aí vem! Vai ser tão bom vê-los a fugir pela "porta dos fundos"...
"No seguimento do comunicado do fundo Doyen sobre o atleta Marcos Rojo, vem o Sporting Clube de Portugal, Futebol, SAD por este meio esclarecer e comunicar:
a) O Sporting Clube de Portugal é uma entidade idónea com 108 anos de história e real valia inquestionável para o mundo desportivo, nomeadamente para o futebol;
b) O Sporting não tem alvos pré-definidos nem preconceitos perante nada nem ninguém que se apresente de forma credível, transparente e de real mais-valia para o mundo do futebol. Acontece que o Sporting se tem insurgido e continuará a insurgir contra todos aqueles que, a si em particular ou o futebol em geral, se revelem como factores de desestabilização ou de manipulação;
c) Práticas que não vão ao encontro daquilo que é a nossa visão do desporto e a lisura dos procedimentos e valores que defendemos, encontrarão sempre a nossa mais firme oposição;
d) A bem da transparência que todos os intervenientes no mundo do futebol se deveriam pautar, seria importante que a Doyen identificasse a sua estrutura societária de grupo, pois estão a ser feitas afirmações sobre sociedades que nunca se relacionaram com o Sporting, como a Doyen Marketing, e que identificasse os seus financiadores e beneficial owners;
e) O Sporting admitiu ao agente do atleta a possibilidade da sua transferência em condições que fossem vantajosas para o Clube e que permitissem a manutenção de outros activos. Cumulativamente sempre foi referida a necessidade de total sigilo perante o jogador para não afectar o seu rendimento pois a sua saída não era garantida. No dia 23 de Julho foi comunicado ao mesmo, a intenção do Sporting manter o atleta e que por isso deveria deixar imediatamente de estar no mercado. Foi garantido ao Sporting que o mesmo seria feito e a sua vontade seria respeitada. Foi com estranheza que somente após este momento o Sporting começou a ser confrontado com a recepção de propostas pelo jogador. A partir desse momento, e contrariando o que ficou combinado, existiram várias reuniões com clubes realizadas pela Doyen a oferecer o nosso jogador Marcos Rojo;
f) No dia 02/08/2014 o Sporting recebeu por escrito uma proposta para a aquisição do jogador que foi liminarmente rejeitada em conformidade com o combinado com o seu agente;
g) Este mesmo clube, após a rejeição da sua proposta e do seu pedido de reunião, entendeu ainda assim aparecer de surpresa no Estádio José Alvalade, tendo sido recebido por cortesia por um elemento da Direcção do Sporting;
(continua)
(continuação)
ResponderEliminarh) Posteriormente o Sporting veio a constatar que na referida reunião, a Doyen participou de forma dissimulada, fazendo crer ao referido elemento da Direcção do Clube, que era um representante desse mesmo clube e não o CEO da Doyen. A situação foi tão mais caricata que o mesmo nunca se expressou em português com o responsável do Sporting, mas sim, sempre no idioma do clube visitante;
i) O Sporting informou a Doyen por email, no dia 07/08/2014, que tinha enviado para análise do seu departamento jurídico os contratos envolvendo os direitos económicos de jogadores celebrados com essa empresa, e em várias conversas que considerava totalmente inaceitáveis as ingerências e ilegítimas pressões que estavam a ser realizadas pelo CEO da Doyen, Sr. Nélio Lucas;
j) Perante a gravidade das afirmações e inverdades comunicadas, vemo-nos forçados a informar que o mesmo CEO, no início da época 13\14, enviou ao Presidente do Sporting, vários sms abusivos, entre os quais, um com uma mensagem informando, em letras maiúsculas, que: “O MARCOS ROJO VAI PARA O [CLUBE ESTRANGEIRO]” e que “SE NÃO O DEIXAREM ELE VAI COMEÇAR A PROVOCAR PROBLEMAS NA ACADEMIA”. Para além de ser mais uma prova evidente da ingerência que a Doyen faz perante aqueles que chama de seus parceiros veio a constatar-se que esta táctica é recorrente e apenas vai mudando o nome dos clubes;
k) Antes do Troféu Teresa Herrera, vários directores e o CFO da SAD falaram por diversas vezes com o CEO da Doyen, sendo mais uma falsidade a inexistência de contactos entre ambos. O que realmente aconteceu é que nunca nenhum deles cedeu às pressões e ingerências que sistematicamente foram praticadas pela Doyen, mormente, com a insistência desta para que o jogador não alinhasse no aludido Troféu;
l) O Sporting confirma que a Doyen, como referido no seu comunicado, no que diz respeito à informação cedida pelo nosso Clube, nada sabe. Mas não deixa de ser notório, o que constitui mais uma prova da ingerência da Doyen neste caso, que este fundo tem o conhecimento profundo de todas as propostas existentes no Sporting, facto esse que os leva mesmo a afirmar no seu comunicado que “Para a Doyen, face às propostas existentes e aquilo que por boa vontade oferecemos ao Sporting, o cenário mais lucrativo, substancialmente mais, é que o Sporting decida manter o jogador nos seus quadros profissionais”;
m) Não podemos deixar de nos mostrar preocupados com a incapacidade de um fundo que gere milhões e vários activos em fazer contas. Assim, 25% de 30M nunca será igual a 25% de 20M, nem mesmo com o facto do Spartak de Moscovo ter de receber 20% da mais-valia acima de 5M. Contudo não podemos estranhar esta incapacidade aritmética do fundo Doyen, pois o seu CEO, Sr. Nélio Lucas, conseguiu transformar uma proposta que fez ao Sporting de 20M, no dia 24/05/2014, para a aquisição do atleta Brahimi, em 6,5M para outro clube português conforme é do domínio público;
Face ao exposto, sem prejuízo da nulidade dos contratos celebrados com a Doyen, relacionados com os jogadores Marcos Rojo e Zakaria Labyad, a Sporting SAD vem comunicar que procedeu, hoje, à resolução com justa causa dos respectivos contratos com a Doyen."
Sporting - 1
Mafia dos fundos que apoiam porto e benfica - 0
Ninguem quer saber. Vai-te embora
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