13 dezembro 2013

Fez hoje 20 anos que Cherbakov teve o acidente

15 de Dezembro de 1993. Pouco passava das cinco da manhã. A viatura conduzida por Serguei Cherbakov circulava em excesso de velocidade, subindo a Avenida da Liberdade em direcção à rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa.
Tinha sido uma noite de excessos. Após o jantar de despedida do treinador Bobby Robson com o plantel do Sporting, Cherbakov prolongou o lazer e a diversão, horas a fio, com álcool à mistura.
O ucraniano desrespeitou um sinal vermelho e o carro em que seguia acabou por ser abalroado com violência por um outro automóvel, que atravessava o cruzamento com a Rua Alexandre Herculano. A viatura de Cherbakov foi projectada para o outro lado da estrada. Terminava, de forma prematura, a carreira do jovem avançado de 22 anos, paraplégico a partir daquela trágica madrugada.
Vinte anos depois, o antigo jogador do Sporting recorda o acidente e, em entrevista à Renascença, considera, com boa disposição, que poderia mesmo ter sido considerado o melhor jogador do mundo da sua altura. E isto porque o antigo internacional soviético e, posteriormente, ucraniano, tem consciência de que era já encarado como uma promessa concretizada do futebol dos anos 90.
"Claro que esta data é muito má para mim, porque fiquei sem poder usar as pernas e isso é necessário para jogar futebol. Claro que perdi muito e penso que, se tivesse continuado a jogar e não tivesse tido aquele acidente, ganharia a Bola de Ouro, de certeza absoluta [risos]", atira o homem que encara a vida pela perspectiva do copo de água meio cheio, em declarações à RR.
"Trabalho agora no departamento de futebol do Lokomotiv de Moscovo, sou olheiro", conta Cherbakov, relatando o dia-a-dia de uma pessoa cuja vida está dependente de uma cadeira de rodas.
"Faço reabilitação durante três dias por semana, aqui em Moscovo. Depois, dois dias para piscina. Vivo a vida como as pessoas normais, trabalho e vivo normalmente. Claro que há problemas com a cadeira de rodas. Aqui, na Rússia, é diferente de Portugal e de outros países da Europa. Na Europa e em Portugal, há mais condições para pessoas que usam cadeiras de rodas. Aqui, tudo isso é um pouco difícil", lamenta.

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