A SAD do Sporting gastou 8,7 milhões de euros em indemnizações durante duas temporadas, revela o Relatório e Contas da sociedade, período relativo à gestão de Godinho Lopes. A verba ainda não inclui as rescisões com Onyewu, Pranjic e Boulahrouz, posteriores a 30 de junho de 2013.
Entretanto determinado em reduzir drasticamente os custos da SAD, de acordo com o plano de reestruturação negociado com os parceiros financeiros, Bruno de Carvalho atacou de forma decisiva a rubrica de custos com o pessoal, alcançando, segundo avança o jornal O Jogo, um corte que estará próximo dos 15 milhões de euros. O problema está, porém, no ponto de partida, já que a SAD gastava, em 2012/13, 41,6 milhões de euros nesta rubrica, valor especialmente elevado quando as receitas globais da empresa ficavam pouco acima dos 33 milhões de euros.
Significa isto que, agora, os recursos humanos custarão à SAD um valor próximo dos 26,5 milhões de euros, verba mais moderada, mas que ainda fica longe dos 20 milhões negociados com os bancos.
Sendo certo que o acordo alcançado com os parceiros financeiros contempla uma margem de manobra – próxima dos dois milhões de euros –, fruto das reconhecidas dificuldades da missão da nova Direção, a verdade é que Bruno de Carvalho e a sua equipa sabem que ainda será necessário um emagrecimento mais acentuado, algo que poderia ser alcançado com a resolução dos três casos que ainda apoquentam a SAD.
A diferença que ainda existe entre a redução alcançada e a meta previamente estabelecida também está relacionada com opções da administração, nomeadamente a intransigência na negociação de alguns dos principais ativos da sociedade, como é o caso de Rui Patrício ou Diego Capel.

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