Ontem, Bruno de Carvalho esteve reunido com responsáveis do BES e do BCP e após alguns dias de impasse, as partes chegaram a acordo para a reestruturação da dívida financeira (260 milhões de euros) sportinguista, baseada no plano que foi deixado no clube e entregue aos bancos por Godinho Lopes, avança o CM.
O acordo prevê ainda a concessão de 45 milhões de euros, verba que vai permitir ao clube não ter sobressaltos financeiros até final da temporada. Bruno de Carvalho começou por pedir 80 milhões e depois baixou para 70 milhões de euros, mas os bancos mantiveram-se inflexíveis e apenas disponibilizaram os 45 milhões que estavam previstos no plano elaborado por Godinho Lopes.
Segundo a reestruturação que Bruno de Carvalho aceitou levar à prática, o Sporting só vai poder gastar quatro milhões de euros por ano no reforço da equipa. Mas, para que tal suceda, terá de vender jogadores que permitam libertar essa verba.
Nesse plano está ainda previsto que, este ano, o Sporting terá de libertar 12 milhões, que vão servir para amortizar a dívida aos bancos. Segundo soube ainda, o CM, a direção dos leões só poderá ultrapassar os quatro milhões se tiver receitas extraordinárias, caso da participação na fase de grupos da Liga dos Campeões que, à partida, rende logo uma verba superior a dez milhões de euros. Mesmo assim, o clube terá de acertar com a Banca a verba extra a que terá direito para reforçar a equipa.
"A Champions é uma prova de grande projeção mundial e, geralmente, os bancos são flexíveis e permitem que o Sporting possa investir mais na equipa de futebol", contou uma fonte que conhece bem as relações do Sporting com BCP e BES.
O Correio da Manhã apurou, por outro lado, que, no caso da venda de jogadores, a Banca tem direito a uma verba, que servirá para abater na dívida.
Para a temporada 2013/14, o Sporting prevê ter receitas de 48 milhões e custos de 43 milhões, caso o orçamento para o futebol seja de 15 milhões de euros, como consta no plano de reestruturação financeira que Bruno de Carvalho assegurou aos bancos que vai cumprir. Para que tal orçamento seja concretizado, Bruno de Carvalho terá de vender todos os jogadores do plantel que custem mais de 1,5 milhões de euros/ /ano ao clube, casos, entre outros, de Capel, Jeffrén, Boulahrouz, Pranjic, Marcos Rojo, Adrien e Rui Patrício (Wolfswinkel já foi vendido ao Norwich).

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