03 março 2013

O empate de Alvalade visto pelos dois clubes (Crónicas)



Depois do clássico entre as equipas «bês» do Sporting e do FC Porto, durante a tarde, à noite jogou-se em Alvalade o clássico entre as equipas principais. Os dois emblemas proporcionaram um bom espectáculo e empataram a zero, em jogo a contar para a 21.ª jornada da I Liga.
O encontro começou com bom ritmo, mais para o lado «azul e branco», mas depressa o Sporting se quis impor. Diego Capel tentou um cruzamento para a área, logo aos 3 minutos de jogo, mas a bola foi cortada pela defesa do FC Porto.
Os «azuis e brancos» também tentavam aproximar-se da baliza de Rui Patrício, mas a defesa impedia a progressão de alguns lances. O Sporting saia então em jogadas de contra-ataque e Labyad foi o primeiro a tentar a sorte num remate longe da área.
As alas eram espaços que os «leões» dominavam e o esférico ia chegando a Ricky van Wolfswinkel. Foram diversas as ocasiões em que o avançado assustou a defesa contrária. Diego Capel, na direita, também tentava aproximar-se da baliza de Helton.
Enquanto isso, na baliza de Rui Patrício, o guarda-redes ia aliviando as aproximações do FC Porto. O guardião fez uma grande defesa, com os pés, a um bom remate de Defour e tirou a bola a Jackson numa tentativa perigosa com a cabeça.
Com cinco minutos para jogar na primeira parte, o Sporting fez pressão alta ao FC Porto. Labyad a arrancar bem pela esquerda, mas, por azar, na área ninguém estava para receber o esférico.
Capel fazia o mesmo pela direita, em jogadas com Miguel Lopes. O corredor direito pertencia aos «leões», mas ninguém preparado para igualar os arranques dos dois jogadores, quando já estavam quase na área.
A grande e última oportunidade do primeiro tempo pertenceu a Van Wolfswinkel. O holandês esteve perto do golo, após um excelente passe de Eric Dier, mas a bola foi direita às mãos de Helton, que estava atento desde o início da jogada.
O intervalo chegou com 0-0 no marcador.
O segundo tempo começou mais calmo do que o primeiro, mas com o FC Porto de novo a pressionar, no entanto a defesa «leonina» correspondia da melhor forma às jogadas «azuis e brancas».
Do outro, também o Sporting tentava chegar ao golo. Aos 59 minutos, Ricky van Wolfswinkel ia bem lançado para a baliza de Helton, mas a defesa «azul e branca» cortou a bola antes da entrada na grande área.
Já com Bruma na equipa, boa jogada da formação orientada por Jesualdo Ferreira, com o jovem avançado a receber a bola à entrada da área, mas a demorar e a ser desarmado. Eric recuperou e tentou o remate, mas o esférico acabou por também ser cortado.
À entrada para os quinze minutos finais, Bruma levou o perigo à baliza de Helton. Valeu Fernando, num remate forte que saiu rente ao poste e que se não fosse cortado, podia ter resultado no primeiro golo da partida.
Aos 77 minutos, o Sporting ficou reduzido a 10, por expulsão de Rojo, após acumulação de amarelos. Mesmo assim, até final do encontro não se notou a inferioridade numérica. E se Patrício defendia sem problemas, o ataque do Sporting queria o golo.
Tal como na primeira parte, a última oportunidade, pertenceu também a Ricky van Wolfswinkel. O holandês desmarcou-se bem da defesa «azul e branca», mas atrapalhou-se na disputa com Helton, que subiu no terreno, e não conseguiu o tento do triunfo.
Com este resultado, houve divisão de pontos em Alvalade. in, sporting.pt



DOMÍNIO INFRUTÍFERO
FC Porto e Sporting empataram este sábado (0-0), em Lisboa, num encontro totalmente dominado pelos Dragões, que foram no entanto incapazes de encontrar o caminho do golo. A equipa de Alvalade defendeu-se com unhas e dentes e faltaram momentos de inspiração aos portistas.
Acabou por ser um “clássico” estranho: o FC Porto nunca terá tido tanto domínio no terreno leonino (64 por cento de posse de bola) nem um rival a aceitar de forma tão vincada a sua inferioridade. O júbilo com que os adeptos do Sporting celebraram o nulo caseiro será igualmente inédito, mas foi também uma confissão de alívio por terem resistido à passagem do bicampeão nacional por Alvalade.
O FC Porto mandou no jogo desde o minuto inicial, assumindo a sua matriz de toque e posse. A primeira parte foi a mais forte dos portistas, com várias ocasiões de perigo: dois remates de Jackson e um livre de Danilo foram o cartão de visita portista nos primeiros 15 minutos. A melhor oportunidade para quebrar o nulo terá sido de Defour, aos 21, mas Rui Patrício defendeu o remate do belga.
Houve ainda mais oportunidades na primeira parte: um cabeceamento de Fernando na sequência de um pontapé de canto e um remate por cima da trave de Jackson, que foi um dos melhores jogadores do FC Porto em campo, quase omnipresente no ataque. O Sporting foi encontrando alguns momentos para vir à tona e respirar e, no final do primeiro tempo, Van Wolfswinkel até poderia ter marcado, mas Helton esteve em grande, com uma bela “mancha”.
No segundo tempo, o jogo portista foi tornando-se mais atabalhoado com o passar do tempo, face à necessidade de chegar ao golo. James, arma portista lançada aos dez minutos do segundo tempo, teve dificuldades em entrar no ritmo da partida e romper a “guarda” que lhe foi montada. Por esta altura, parecia já certo que se iria repetir a tradição portista dos últimos anos: conseguir grandes resultados em Alvalade é uma tarefa ingrata e a última vitória data de Outubro de 2008.
O FC Porto deu tudo por tudo nos minutos finais, especialmente depois da expulsão de Marcos Rojo, aos 78 minutos, por acumulação de cartões amarelos. Atsu dispôs da melhor ocasião dos Dragões, aos 81 minutos, mas Rui Patrício voltou a aparecer no caminho do seu remate cruzado. Liedson ainda entrou em campo, mas acabou por não ter oportunidade para rematar.
O esforçado Sporting tapou os caminhos da sua baliza, resistindo aos ataques portistas nos derradeiros minutos, em que o encontro se “partiu” e as equipas praticamente deixaram de ter meio-campo. Mantêm-se os 30 pontos de diferença entre as duas equipas e os respectivos objectivos: o FC Porto luta pelo título, o Sporting para se chegar à zona europeia. - in, fcporto.pt

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