"Nestes últimos acontecimentos com o FC Porto, o Sporting colocou-se numa posição subalterna e eu não posso aceitar isso", começou por dizer José Couceiro. "Uma coisa é termos uma relação de respeito com todos os nossos concorrentes, outra é colocarmo-nos em situações subalternas. Nunca colocarei o meu clube nessa situação e isso tem de ser alterado, como é óbvio", referiu ainda Couceiro.
"Tentarei ter sempre um bom relacionamento com todos os clubes. Ter um bom relacionamento com os clubes que são nossos parceiros de negócios e nossos adversários é diferente de ter posições subalternas. Comigo o Sporting terá uma posição de pé de igualdade com qualquer concorrente. O que se passou no mês de janeiro, com esta última transferência [Izmailov]... Na altura tomei uma posição contrária. O Sporting cometeu um erro, mais uma vez, no mercado de transferências”.
No que se refere ao relacionamento com o Benfica, Couceiro assume uma postura idêntica: “Cada caso será um caso. O que digo, de início e por princípio, e já estou no futebol há muitos anos, é que mantenho boas relações e de respeito com todos. Agora, não vamos confundir respeito com sermos subalternos. Não somos subalternos de ninguém e também não iremos ter uma atitude contrária. Portanto, o Sporting terá sempre a sua posição bem definida no desporto português. Terá de haver respeito por todos e exigimos que nos respeitem. É tão simples quanto isso.”
Já Carlos Severino adopta um tom perentório ao abordar o tema das normas de relacionamento com os rivais. “Nenhum jogador vai para o FC Porto ou para o Benfica, seja qual for o preço. Não estamos a formar jogadores para irem para os rivais”, refere o candidato a presidente do Sporting pela Lista A, reconhecendo a sua grande referência: “Quero fazer no Sporting o que Pinto da Costa faz no FC Porto: tudo pelo clube”. “Deixaremos de ser subalternos e um entreposto de jogadores para os nossos rivais. Temos que pôr fim a isso. O que desejo são boas relações, de mútuo respeito. Admiro o trabalho que é realizado nos dois clubes, o tratamento deverá ser de cordialidade mas de grande rivalidade no campo desportivo”, perspetiva Severino.
A posição subalterna descriminada pelos outros dois candidatos é apelidada de subserviência por Bruno de Carvalho. “Não fazemos avaliação nem particularizamos qualquer situação, mas naturalmente que o relacionamento do Sporting com os outros clubes, seja o FC Porto, Benfica, Braga ou qualquer outro nunca pode ser de subserviência. Com certeza que há-de haver plataformas de interesse comuns que importa explorar, mas também há os interesses próprios de cada clube, dos quais não abdicaremos. As relações com os outros clubes, independentemente de quais forem, terão de ter um caráter institucional, com base no respeito mútuo, mas defendendo acima de tudo os superiores interesses do Sporting”, defende o candidato pela Lista B, confirmando a opinião transversal aos três pretendentes a suceder a Godinho Lopes: o Sporting tem de reforçar posição no relacionamento com os rivais.
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