Menezes Rodrigues, líder dos Leões de Portugal - associação de solidariedade sportinguista e dirigente histórico do clube de Alvalade - não esconde a ansiedade e a preocupação, quando o tema é o futuro do clube leonino.
E nem a expectativa de entrar um novo presidente, a partir de 23 de Março, parece animar Menezes Rodrigues. Uma coisa é certa, o poder jamais cairá na rua. O presidente dos Leões de Portugal explica e disponibiliza-se para entrar em cena: "Se as coisas se complicarem muito, eu estarei cá para ajudar a resolver os problemas do Sporting. A situação é muito difícil e parece-me que a probabilidade de as coisas correrem mal é maior do que as de correrem bem. Há forte possibilidade do novo presidente não ter condições para governar o Sporting. Estou preparado para ajudar, se necessário", disse à RR.
Nesta entrevista, Menezes Rodrigues considera que a má gestão no clube tem já algum tempo. No entanto, os últimos anos têm sido "quase trágicos".
"O mandato de Godinho Lopes foi equivalente ao de José Bettencourt. Não houve êxito desportivo e o passivo da SAD subiu muito, têm sido anos muito negativos. O endividamento subiu e o sucesso foi nulo. Este último ano foi de insucesso permanente, nem me lembro de uma época tão má. É uma situação quase trágica", observa.
Um olhar sobre os candidatos
As candidaturas lideradas por Carlos Severino, Bruno de Carvalho e José Couceiro estarão a sufrágio, mas Menezes Rodrigues ainda não conseguiu avaliar qual dos três terá as condições financeiras para satisfazer as necessidades imediatas do clube leonino. Para já, o que faz a diferença são os conhecimentos sobre futebol. E, nesse campo, Couceiro está em vantagen, na opinião do presidente dos Leões de Portugal: "O José Couceiro é um homem do futebol. Foi dirigente, treinador, seleccionador e pode trazer importantes conhecimentos sobre a modalidade, para o Sporting. O Bruno Carvalho até pode ter tirado um curso de treinador, mas não é um homem do futebol". Quanto a Carlos Severino, o ex-dirigente fala de uma "boa pessoa e de um homem da comunicação".
Menezes Rodrigues parece, por ora, pouco convencido com os argumentos financeiros apresentados pelos candidatos. "São essas propostas que vão convencer os sócios e, nesse aspecto, ainda niguém avançou com soluções. Ninguém garantiu que ia resolver esse problema. Há que provar que vão conseguir. Não basta ter ideias", conclui.

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