André Villas-Boas não esquece os momentos que passou na sua «cadeira de sonho» e assume que foi um «orgulho muito grande assinar pelo FC Porto». O técnico português em entrevista ao jornal Expresso falou de tudo um pouco até chegar ao Dragão.
Leia alguns flashs da entrevista:
«Foi um orgulho muito grande assinar pelo FC Porto. É um clube que dá grande suporte aos treinadores, equilíbrio, grandes jogadores, plantel, uma liderança muito forte ao nível do presidente e da estrutura. Os valores do FC Porto, a sua mística, os seus comportamentos… nada é deixado ao acaso. As exigências eram altíssimas, o clube sentia uma revolta, uma vontade e uma necessidade extrema de voltar a ser campeão. Este estado torna-o num clube único e singular no Mundo»
«Nunca sabemos se a carreira seria diferente [se tivesse assinado pelo Sporting] para melhor ou para pior (risos), mas o padrão do que tem acontecido aos treinadores do Sporting não é abonatório»
«O FC Porto está presente na minha família desde muito cedo, pelo meu avô. Foi sempre o clube da família, também pelo meu tio e padrinho que me levava ao futebol desde muito novo. Depois, à medida que fui crescendo, teve outra importância: Fiz-me membro dos Super Dragões com 15 ou 16 anos. Era a forma de transmitir a emoção, de estar ligado ao grupo que seguia a equipa para todos os jogos»
«Quando soube que o Bobby Robson ia morar para o meu prédio, fiquei muito contente, por ele ser o treinador do meu clube. Um dia abordei-o a propósito da utilização de Domingos. Isto aconteceu no ano em que o FC Porto contratou Yuran e Kulkov e, apesar de Domingos ser o melhor marcador do clube, quem jogava era o Yuran. Disse-me que se fosse ver a equipa treinar, entenderia»
«Robson começou a levar-me aos treinos e ao balneário. A partir daí nasce em mim uma vontade de tentar uma carreira. Estava a acabar o 12.º ano e ia seguir jornalismo desportivo, mas percebi que poderia ter hipóteses de estar ainda mais ligado ao futebol. Pedi-lhe ajuda e orientação e ele abriu-me a porta no curso de treinadores, com 17 anos – não era permitida a inscrição -, nas federações inglesa e escocesa»
«Quando cheguei ao FC Porto havia jogadores injustiçados relativamente a episódios do ano anterior e havia jogadores que tinham vindo para o clube para serem campeões e não o tinham conseguido. Expusemos fotografias do Benfica a festejar o título no balneário e esta foi a nossa apresentação: ‘O que está atrás é um Benfica que venceu da forma que vocês sabem, cabe-nos inverter o rumo»
«Ser campeão na Luz era a vontade de todos – no ano anterior o Benfica tinha perdido a oportunidade de o conseguir no Dragão. Tudo o que fizeram depois era completamente indiferente. O facto de terem revelado mau perder ainda nos ajudou um pouco mais a festejar»
«Recordo-me de após o último troféu que ganhámos, a Taça, receber uma mensagem escrita quando já estava no Dragão com os jogadores: ‘Muitos parabéns por um magnífico ano de vitórias. Cumprimentos JJ [Jorge Jesus]’. Eu não tinha o número dele e achámos que alguém estaria a brincar comigo. Depois, liguei, falei com ele e agradeci-lhe»
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