12 janeiro 2013

Direção leonina admite impugnar AG mas Godinho quer dar a cara


O Conselho Diretivo do Sporting equaciona avançar para a impugnação da Assembleia Geral (AG) extraordinária, caso a decisão dos associados seja a destituição do órgão liderado por Godinho Lopes, garante o jornal O JOGO este sábado. Segundo o diário apurou, apesar de o presidente se manter firme na intenção de permanecer em funções e explicar-se perante os sócios na reunião magna, que, ao que tudo indica, será no dia 3 de fevereiro – estando em cima da mesa a possibilidade de realização da mesma no dia 10, mediante a disponibilidade do Pavilhão Multiusos de Odivelas –, vários elementos da Direção que lidera já se manifestaram favoráveis à impugnação, o que se pode traduzir, em situação limite, no recurso para os tribunais civis.
São vários os cenários que estão a ser estudados, o primeiro dos quais, comunicado de forma informal à Mesa da Assembleia Geral, é o de contestar os moldes da convocatória para a AG, mas essa possibilidade é de difícil argumentação legal pela subjetividade inerente à figura de justa causa prevista no Código Civil – que consta no nº 2 do artigo 39º dos Estatutos – presente no requerimento apresentado pelo movimento “Dar Rumo ao Sporting”. 
A segunda hipótese é a mais forte e aquela que vários membros do Conselho Diretivo têm defendido junto de Godinho Lopes: impugnar a decisão dos associados após a AG, caso a mesma delibere no sentido da destituição do órgão. Aí, o recurso do órgão terá de ser apresentado através dos tribunais civis, “congelando” a mesma até determinação legal.
Esta situação limite junta-se a outra que tem sido praticada nos corredores de Alvalade: a sensibilização de Godinho Lopes para que este se demita, evitando a AG, abrindo o caminho para que o presidente da Mesa da Assembleia Geral, Eduardo Barroso, nomeie uma comissão de gestão por um período de seis meses até à realização de nova AG eleitoral, como prevê o ponto 2 do artigo 40º dos Estatutos. A todos os apelos de demissão, avança O JOGO, Godinho Lopes tem respondido da mesma forma. Não pretende apresentar a sua demissão, nem contribuir para a queda do órgão a que preside, enquanto este, de forma colegial, estuda argumentos para expor aos associados e evitar a destituição.

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