22 outubro 2012

Remate Final: Zeferino Boal sugere eleições no Sporting no final da época; Rui Rangel 'abre' o livro; Paulo Bento em entrevista; Jorge Costa a caminho do AEL Limassol

Zeferino Boal considera que o Sporting deve avançar para um cenário de eleições antecipadas no final da presente época, a fim de dar tempo à discussão de ideias e ao surgimento de candidatos à presidência do clube de Alvalade.
"Espero que haja eleições possivelmente no final da época para que se possa discutir e aprofundar candidatos e ideias", começou por dizer, em entrevista à RR, na noite em que Luís Duque e Carlos Freitas abandonaram a SAD verde e branca.
O momento conturbado que os leões atravessam e que culminou, esta segunda-feira, com a saída dos "homens-fortes" da estrutura do futebol profissional, levam o conselheiro leonino e candidato a candidato no último acto eleitoral a afirmar que o tempo ter-lhe-à dado razão quanto às críticas aos homens que rodearam Godinho Lopes.
"O timoneiro [Godinho Lopes] vai passando entre os 'pingos da chuva' ", remata.

Eleições no Benfica: Rui Rangel, candidato da Lista B à presidência do Benfica, esteve em entrevista à SIC Notícias e deixou alguns ataques à liderança de Vieira.

O candidato critica o silêncio do atual presidente das águias e a forma como este tem conduzido a campanha eleitoral.
"Não sei quem é o líder da outra candidatura. Tenho dificuldade em perceber. Há um clima de silêncio do outro lado. As eleições servem para esclarecer os sócios, e lamento não ter aqui o meu opositor. É uma falha de quem não quer o debate e tem medo da democracia do Benfica", frisou Rangel.
"O Benfica não é o Alverca, com todo o respeito. Não é um clube de bairro, faz falta ao país. Ainda não vi um programa ou uma sede de candidatura na outra lista. Provavelmente é o Estádio da Luz. O próprio canal do Benfica, até hoje, não despertou para um debate entre as listas. Todos têm sido recusados", salienta o juiz desembargador.
"Tenho-me deslocado pelo país e todos os custos têm sido subsidiados pelas pessoas que formam a lista. Mas temos uma racionalidade na despesa. Temos uma cultura ambiental. Se os sócios forem ao site, percebem a nossa mensagem. É tudo claro e transparente"
Quanto à questão do passivo do clube encarnado, Rangel atirou: "É uma realidade que o Benfica, hoje, é uma plataforma de negócios e múltiplos interesses. Cada vez está mais pobre, tem um passivo exponencial, e as pessoas à volta do futebol estão cada vez mais ricas. O Benfica potencia negócios, mas não é um negócio. O Benfica são os sócios, são as pessoas, e é nisso que queremos transformar o clube."
Rangel criticou ainda o número de jogadores estrangeiros presentes no plantel do clube encarnado: "Jogamos com 11 estrangeiros de início e não lideramos o campeonato. Quero cuidar do Benfica em termos da sua dimensão nacional e europeia. Temos de ter a espinha dorsal da Seleção. O clube também não pode ter 95 jogadores contratualizados. É preciso reduzir essa massa."

O juiz desembargador abordou também o tema das transmissões televisivas. "Se ganhar as eleições, como espero, tenho imediatamente parceiros internacionais que me vão dizer o valor da oferta. A Olivedesportos não serve a dimensão da grandeza do Benfica. Mas atenção, tenho de conhecer o contrato. Como candidato, já me deviam ter dado conhecimento. Vou buscar parceiros e mostrar que existem propostas melhores. Tenho esse parceiro já diagnosticado", revelou.
Quanto a José Eduardo Moniz, um dos trunfos da candidatura de Luís Filipe Vieira, Rui Rangel esclarece: "Moniz nunca pertenceu ao movimento Benfica Vencer Vencer. Foi apenas um dos nomes falados. Vieira e Moniz são duas personalidades fortes, mas andam a contrariar-se na praça pública."
"O Benfica tem de olhar para a realidade do país, para as dificuldades que as famílias atravessam. Disse que não podíamos perder os sócios e, a seguir, Vieira tomou a medida de baixar as quotas. Só se lembrou agora das famílias benfiquistas?"

Selecção: Paulo Bento reconhece que a derrota com a Rússia e o empate com a Irlanda do Norte deixam Portugal numa «situação mais preocupante» na fase de apuramento para o Mundial de 2014.
O selecionador nacional pede, porém, que não se coloque em causa o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido e pede o «benefício da dúvida» para os jogadores, que, com maior ou menor dificuldade, têm logrado a presença nas fases finais das grandes competições.
«Fomos nós que nos metemos nesta situação e teremos de ser nós a sair dela», frisa Paulo Bento em declarações ao programa Grande Áerea, da RTP Informação.
Questionado se a Seleção Nacional corre o risco de falhar a qualificação para o Mundial de 2014, no Brasil, lembra o selecionador que a equipa das quinas tem «tido uma série de riscos ao longo do tempo».
«Estamos numa situação mais preocupante do que poderia ser. Toca-nos trabalhar no que é possível até março, nas observações e nos jogos particulares, para tentar melhorar aquilo que não conseguimos pôr em prática nestes dois últimos jogos», realça, acrescentando: «O que acho que devem dar aos jogadores é o benefício da dúvida, pois eles têm demonstrado que conseguimos lá chegar».
«Não dependemos só de nós para chegar em primeiro, mas dependemos só de nós para fazer o que temos feito nos últimos anos», nota Paulo Bento, sublinhando, todavia, que a equipa das quinas não vai atirar a toalha na luta pelo primeiro lugar do Grupo F.

Portugueses: Depois de treinar SC Braga, Olhanense, Académica e Cluj, o próximo desafio de Jorge Costa será no campeão do Chipre, o AEL Limassol.
O treinador português viajou esta segunda-feira para o Chipre e poderá ser oficializado em breve como treinador do clube. No AEL militam os portugueses José Embalo, Jorge Monteiro, Rui Miguel, Orlando Sá e Paulo Sérgio.

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