05 setembro 2012

Jorge Jesus suspenso devido ao Benfica-FC Porto da época passada; treinador castigado não falhará nenhum jogo; Presidente do conselho de disciplina queria absolver JJ (leia o documento do CD)



Jorge Jesus foi condenado pelo conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol a uma suspensão de 15 dias e ao pagamento de uma multa de 1.500 euros, na sequência de afirmações proferidas após o jogo da 21.ª jornada da época passada, frente ao FC Porto, a 2 de Março. 
O treinador do Benfica tinha dito que o árbitro assistente Ricardo Santos não assinalou o fora-de-jogo de Maicon no golo da vitória dos dragões "porque não quis". 
Ricardo Santos participou ao conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol as declarações de Jesus, tendo agora o organismo emitido a deliberação. 
Com o campeonato parado, o castigo de 15 dias aplicado a Jorge Jesus pelo conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol não terá efeitos práticos, na medida em que o treinador do Benfica não falha qualquer jogo.


A decisão de castigar Jorge Jesus está tomada, com três votos a favor e dois contra dos elementos do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mas o acórdão do processo é, no mínimo, polémico.
O documento, a que a RR teve acesso, explica a fundamentação jurídica para a punição aplicada ao treinador do Benfica, na sequência das críticas ao árbitro-assistente do Benfica-FC Porto da época passada, e contém, ainda, dois votos escritos dos elementos que pretendiam a absolvição de Jesus.
Um desses elementos é Herculano Lima, presidente do órgão disciplinar federativo, que sustenta que o acórdão é "ilegal", já que "não tem qualquer sustentação nos motivos que a poderia justificar". Nesse sentido, votou pela absolvição de Jesus.
Mais: questiona o presidente do CD quais as "motivações" do árbitro-assistente para não anular o golo que daria a vitória ao FC Porto.
"O árbitro em causa tinha todas as condições para ver a falta e tinha a obrigação funcional de o fazer, e não fez, por motivações que só ele sabe", pode ler-se na apreciação de Herculano Lima.
Já Isabel Lestra Gonçalves, vogal que decidiu de acordo com o presidente do CD, considera, simplesmente, que a afirmação de Jesus, nas críticas ao auxiliar Ricardo Santos, "cai fora do âmbito da tipicidade", sem o "intuito de humilhar ou desconsiderar a pessoa do árbitro".
Leia AQUI o documento que a RR teve acesso.

2 comentários:

  1. Castigo ridículo, visto que nao vai falhar nenhum jogo

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  2. Este senhor está num clube que goza de impunidade total.

    Podia apontar uma pistola à cabeça do árbitro que não havia problema.

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