A SAD do Sporting está obrigada a vender jogadores na próxima época, depois de falhado o objectivo do terceiro lugar e de uma possível ida à fase de grupos da Liga dos Campeões, avança o CM.
Sem a entrada de cerca de 7,5 milhões de euros da milionária prova europeia, o Sporting deverá ter de encontrar fontes de receita alternativas para atacar a nova época e há jogadores sobre os quais dificilmente o Sporting resistirá ao assédio. Rui Patrício e João Pereira estão na linha da frente.
O Campeonato da Europa (prova para a qual deverão estar entre os convocados) pode aguçar ainda mais o apetite de clubes de grande capacidade financeira. Rui Patrício tem uma cláusula de rescisão de 20 milhões de euros (já houve sondagens de vários grandes clubes, entre os quais o AC Milan, Inter de Milão e Atl. Madrid) e João Pereira de sete milhões (Paris Saint-Germain e Valência estão interessados), mas em ambos os casos o Sporting apenas detém 80 por cento do passe, pois há fundos de investimento que adquiriram parte das percentagens. Esta situação também leva a que os leões tenham de trabalhar em articulação com os fundos que adquiriram essas partes dos passes, tal como acontece com Wolfswinkel e Elias (os leões têm 35 por cento dos direitos do holandês e 50 por cento do brasileiro). Fazer dinheiro é essencial para atacar o mercado na nova época, até porque a SAD também terá de baixar a massa salarial por não estar na Liga dos Campeões.
Entretanto o mesmo diário avança que a ausência da Liga dos Campeões pode arrefecer os potenciais investidores para a SAD do Sporting mas em simultâneo vai acelerar o desejo dos leões em encontrar novos financiadores.
O presidente leonino Godinho Lopes foi à China falar com potenciais parceiros e tal como o CM noticiou, a Three Gorges (Três Gargantas), accionista da EDP, e State Grid, que venceu a privatização da REN, estão interessadas em investir no clube de Alvalade.
Mas a visibilidade de participar na Champions (algo de que o Sporting estará arredado em 2012/2013) retira ao clube de Alvalade a valorização do seu futebol - as acções do clube desceram para um mínimo histórico na passada sexta-feira.
Já Hugo Vieira não esconde o orgulho que sente por ver o seu nome associado a “uma grande equipa”.
“Jogar no Sporting seria fantástico. Aliás, é um orgulho ver o meu nome associado a tantos clubes, pois significa que o meu trabalho é valorizado”, começou por dizer ao jornal Record o ainda avançado dos galos, sustentando: “Não tenho dúvidas de que qualquer jogador que representa um clube mais modesto gostaria de atuar num dos chamados três grandes ou até no Sp. Braga. Vou continuar a trabalhar, porque a verdade é que ainda não mostrei nada. O meu objetivo é ganhar títulos, pois isso é que fica para a história.”
Apesar da ansiedade que marca o período de transferências, Hugo Vieira mostra-se tranquilo com o momento de forma e, mesmo sem adiantar nada quanto ao futuro, o atacante admite que a mudança de ares é um cenário muito provável. “Sinto-me feliz com tudo o que alcancei. Ainda há pouco tempo estava nos Distritais e agora estou perto de dar mais um passo na carreira...”
“Este Sá Pinto treinador do Sporting! Tirou Xandão da equipa porquê? Gostaria de saber”. A dúvida (em tom de indignação) partilhada pelo empresário do central, Márcio Rivellino, na rede social Twitter, traduz o duplo sentimento do jogador brasileiro, de 24 anos, relativamente à ausência das escolhas iniciais nos últimos jogos: surpresa e apreensão. O ex-São Paulo, depois de ter participado em 14 encontros seguidos a titular (15 no total), não estava à espera de ser preterido frente a Académica e FC Porto. Em ambos, o camisola 93 esteve para nem entrar no lote final de 18 convocados, o que só não aconteceu devido a problemas físicos de última hora, de Izmailov e João Pereira.
Também o Record avança que Ribas, que chegou a Alvalade em janeiro, cedido pelo Génova até junho de 2013, deve voltar a Itália no final da temporada.
O ponta-de-lança uruguaio, de 23 anos, soma apenas 7 jogos de leão ao peito e desde a chegada de Sá Pinto deixou de ser a principal alternativa a Van Wolfswinkel, perdendo terreno para Rubio. Aliás, nos últimos dois meses e meio o camisola 32 foi utilizado em dois jogos, um como titular (frente ao V.Setúbal) e outro, com o V. Guimarães, onde alinhou os últimos sete minutos. Na verdade, desde o confronto com os vimaranenses, em Alvalade, a 11 de março, o Sporting fez mais 12 jogos e Ribas não participou em qualquer um deles.
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