César Peixoto deixou o Benfica, numa altura em que tinha lugar na equipa principal, estava inscrito na Liga dos Campeões, mas era opção de Jorge Jesus para jogar na lateral esquerda. Em entrevista a Bola Branca, o jogador assume que foi “difícil” deixar o Benfica, mas foi uma opção consciente, determinada pela necessidade de reencontrar a felicidade de jogar futebol.
“Eu estava a jogar no Benfica, mas não me sentia completo a lateral esquerdo, por isso tomei a decisão de sair”, começar por contar.
Num registo frontal e aberto, César Peixoto descreveu os capítulos da história que termina em Barcelos, mas que começa com a saída da Luz: “Reconheço que foi uma decisão complicada, mas não estou arrependido. Estava no maior clube português e até podia estar a jogar, como o mister [Jorge Jesus] disse há bem pouco tempo, mas eu tive uma conversa aberta e sincera e as pessoas não levaram a mal”.
A consciência tranquila que advoga baseia-se nos episódios que motivaram a conversa final: “Em Dezembro [2010] disse-lhes que não estava feliz a jogar ali [a lateral esquerdo]. Quando no início desta época percebi que ia ser opção para a posição, voltei a ter a conversa abertamente”. César Peixoto salvaguarda que não quis prejudicar o Benfica, daí que tenha transmitido de imediato a sua intenção.
O atleta recorda que não esperou pelo fecho do mercado, para “não deixá-los pendurados. Aí sim, seria incorrecto, mas eu falei [na pré-época] para dar tempo às pessoas de irem buscar outra solução, e eles foram”.
César Peixoto rescindiu com o Benfica, em Dezembro. Livre de qualquer compromisso, aos 31 anos, com uma carreira recheada de sucesso, apresentava-se como um alvo apetecível, uma excelente oportunidade no mercado de Inverno. Clubes das principais ligas espanhola e portuguesa apresentaram propostas financeiramente interessantes, mas outros valores prevaleceram.
“É uma aposta pessoal, para voltar a ter o prazer de jogar futebol e de jogar onde gosto que é no meio-campo. Aqui no Gil Vicente juntou-se tudo, porque tenho casa aqui perto, tenho aqui a minha família, os meus amigos e posso sentir-me bem e feliz”.
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