Aos 20 anos, James caminha para o estrelato e tem um pé esquerdo que encanta meio mundo. Em entrevista ao JN, James falou de tudo um pouco e deixou a garantia que a lesão sofrida ante o Marítimo não o afastará do clássico com o Sporting, que já lhe está na cabeça...
Quase um ano e meio depois de ter chegado ao F. C. Porto, era disto que estava à espera, de muita pressão para ganhar títulos?
O F. C. Porto é assim. É um clube que se habituou a ganhar troféus e, quando um jogador vem para cá, já sabe que é com essa pressão que terá de viver.
A época passada foi óptima, mas este ano está a ser diferente, especialmente na Taça de Portugal e na Champions, provas em que o F. C. Porto foi eliminado. O que mudou?
Penso que é normal que as equipas tenham anos bons e outros maus. É isso que se tem passado com o F. C. Porto, embora no campeonato as coisas nos estejam a correr bem.
Apesar de ser líder e de ter o melhor ataque da Liga, o F. C. Porto tem sido criticado pelas exibições e é posto num patamar inferior ao do Benfica e Sporting em sondagens sobre candidatos ao título. Porquê?
Talvez porque no ano passado fomos muito superiores aos outros e este ano fizemos alguns jogos maus. Penso que é normal que isso aconteça, como já disse. A verdade é que estamos em primeiro lugar na Liga e na Champions não tivemos a sorte de ganhar o jogo com o Zenit. No campeonato, o nosso objectivo é claro. Estamos na liderança e queremos continuar nessa posição.
O jogo que se segue, com o Sporting, será determinante nas contas do campeonato?
Penso que vai ser um jogo decisivo. Os clássicos com Benfica, Sporting e até com o Braga têm de ser ganhos, para que se consiga marcar a diferença e obter os pontos de vantagem que permitam ganhar a prova. A Liga decide-se em todos as jornadas, mas esse jogo, tal como o que vamos disputar na Luz, é um caso à parte.
A partida com a Académica, que ditou o afastamento da Taça, foi considerada, mesmo por pessoas do clube, a pior da época. Faltou motivação para disputar esse jogo, tal como outros desta temporada?
Creio que não é por aí. Em todos os jogos, os jogadores dão o melhor. Por vezes, as coisas não correm bem, mas não é por falta de motivação. Não sei bem o que acontece... Talvez os jogadores não consigam atingir o nível que têm em certas partidas.
Vítor Pereira já foi posto em causa, em função de alguns resultados. Como define o trabalho do treinador?
Apesar de ser um bom treinador, destaco as suas qualidades humanas. Para mim, isso é o mais importante, mais ainda do que as capacidades técnicas. Claro que o mister também as possui e nos últimos tempos as coisas têm-lhe saído um pouco melhor. Isso é bom para ele e para o clube.
Considera que ele consegue relacionar-se bem com os jogadores?
A relação é excelente com todos. Como já disse, ele é muito boa gente. Sabe bastante de futebol e a mim sempre me deu muita confiança. Isso é bastante importante para o meu jogo.
Já marcou cinco golos na Liga, mas sempre foi mais dado a fazer assistências. É para continuar?
Gosto imenso que os meus companheiros marquem golos. É uma sensação muito boa. Por isso, quando vejo alguém solto, tento passar-lhe a bola, mesmo que tenha hipótese de rematar à baliza.
Uma das questões quando se fala em si é a posição no campo. Parece preferir jogar no meio...
Sempre joguei na posição dez. Habituei-me a fazê-lo desde os oito anos, mas já na Argentina fui utilizado no lado esquerdo. No F. C. Porto, tanto jogo à esquerda como à direita, mas sinto-me mais cómodo no meio. Claro que, se me pedem para jogar nos flancos, também tenho de o fazer da melhor maneira, mas reconheço que tenho a tendência de ir para o meio. É o meu jogo...

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