A vitória que os dragões conquistaram na Ucrânia serviu para deixar definitivamente para trás o momento menos positivo, segundo Pinto da Costa. A confiança nos jogadores e equipa técnica também saiu reforçada da Ucrânia, sobretudo pela forma como o triunfo foi conquistado. "Fim da crise? Acredito sinceramente que sim, até porque fizemos uma grande exibição. Podíamos ter conseguido a vitória com uma exibição menos conseguida, mas não foi isso que aconteceu. Não podemos esquecer que o Shakhtar não é uma equipa qualquer e ainda há poucos anos venceu a Liga Europa. Deram tudo nesse jogo, o que nos dificultou imenso, ainda para mais com o frio que fazia. Por tudo isto, essa vitória foi a prova de que a crise era só de resultados, não do momento em que a equipa se encontrava", explicou.
De seguida, perguntou-se a Pinto da Costa se continuava a manter a confiança em Vítor Pereira. "Essa pergunta devia ser feita ao "Correio da Manhã", eles é que sabem. Parece que já têm vários treinadores para nós. Eu não sei de nada e não estou preocupado. Se confio mais no treinador do que quando o apresentei? Neste momento confio ainda mais devido à forma como a equipa ouve e segue Vítor Pereira e por ser cada vez mais evidente que os jogadores compreendem aquilo que ele deseja."
Sobre os últimos desaires: "Em Olhão, falhámos um penálti e o árbitro não marcou outros dois. Com o Feirense, não tivemos a sorte de uma das duas bolas que foram à trave. E no Chipre, o jogo não correu bem, mas defrontámos uma equipa que ainda não perdeu na Liga dos Campeões." Neste ciclo há, no entanto, uma excepção: Coimbra? "O Porto não foi o Porto habitual e a Académica foi uma Académica anormal. Três dias depois, viu-se que o FC Porto foi uma equipa anormal em Coimbra; e seis dias depois, viu-se também que a Académica tinha sido uma Académica anormal frente ao FC Porto [referindo-se à derrota de sexta-feira com o Beira-Mar]", concluiu.
Nos discursos de final de cerimónia, Valentim Loureiro e Pinto da Costa reafirmaram uma amizade forte e especialmente solidificada pelo que passaram no processo "Apito Dourado." O Major começou por dizer que os dois foram companheiros de escutas telefónicas, mas o presidente portista depressa o corrigiu. "Não fomos. Somos! Não tenho dúvidas de que o meu telefone está sob escuta. Se até o Procurador-Geral da República não sabe se está a ser escutado, que dizer de nós", vincou, garantindo depois que sabe quem esteve e se mantém "por detrás de tudo isto".

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