Bosingwa, internacional português e lateral-direito titular indiscutível do Chelsea, jogador de currículo bem preenchido de títulos e, recentemente, sem convincentes explicações, relegado para a condição de preterido na Selecção Nacional, aceitou, finalmente em declarações ao jornal A BOLA, quebrar o silêncio em torno da sua ausência dos convocados para os últimos compromissos da equipa das quinas.
«Não consigo perceber o que o seleccionador de Portugal quis dizer com questões emocionais e mentais em relação a mim, porque acho difícil um jogador chegar ao nível a que eu cheguei sendo fraco nesses pontos que ele focou. Com o devido respeito pelos futebolistas da Liga portuguesa, eu jogo no Chelsea, na Liga inglesa, para muitos a melhor do Mundo. E esta época está a correr-me muito bem, num dos campeonatos mais difíceis dos últimos anos em Inglaterra», reage Bosingwa.
Antes de aprofundar o assunto, um ponto de ordem para o jogador: «Nunca quis comentar as opções tomadas. Aliás, só tenho de as respeitar, porque todos os treinadores têm as suas preferências e porque os meus colegas de profissão merecem a minha consideração».
Eis, então, as razões objectivas que fazem Bosingwa abordar o assunto sem meias palavras, após várias convocatórias em que ficou de fora e optou pelo silêncio. «Sinto-me ofendido e desrespeitado com estas declarações a meu respeito. É com orgulho que posso dizer que tenho um trajecto imaculado ao serviço da Selecção Nacional, ao contrário do seleccionador de Portugal, que em termos emocionais e mentais deixou muito a desejar no Europeu de 2000, quando era jogador», contra-ataca o internacional português, lembrando o pesado castigo da UEFA de que Paulo Bento foi alvo após a meia-final com a França, na sequência de comportamentos considerados inadequados com a equipa de arbitragem.
Bosingwa sente-se «mais um alvo» de Bento. «É do conhecimento público que ele é um treinador conflituoso com os seus jogadores», relata o lateral-direito, fazendo um anúncio irreversível e com efeitos imediatos: «Por muito que me custe, enquanto o seleccionador de Portugal for este não voltarei a vestir a camisola da Selecção. Disse e repito: trata-se de um treinador conflituoso que, na minha opinião, não tem capacidade emocional e mental para liderar um grupo de homens».

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