17 outubro 2011

Kadú e a história de fuga ao Benfica para assinar pelo "seu" FC Porto

Kadú, o guarda-redes que em Pêro Pinheiro se transformou no mais jovem de sempre a jogar pelo FC Porto, teve de escapar ao destino que o queria encaminhar para o Manchester United e mais tarde para o Benfica. E se só não viajou para Inglaterra por problemas na obtenção de visto, que demorava cerca de três meses, tempo que o United não tinha; para a Luz não havia documento que o travasse, mas Kadú não queria. Assim que soube que Viana de Carvalho, então presidente do Belenenses, o vendeu, Kadú fugiu para o FC Porto. Viana de Carvalho não sabia quem estava a vender!
"O FC Porto apareceu e mostrou interesse no jogador. Trataram sempre comigo o assunto de forma séria e eu prometi-lhes que se na época seguinte o Kadú não ficasse no Belenenses, iria para o FC Porto", recorda Luís Alves, o empresário do jogador. Mais tarde surgiu o Benfica. "Num encontro promovido por Jorge Castelo, em Janeiro de 2009, apareceu o Nené e o Manuel Ribeiro. Eu disse que já estava comprometido com o FC Porto e eles optaram, então, por falar directamente com a direcção do Belenenses. Eu avisei o FC Porto do que se estava a passar", contou ao jornal O JOGO.
O resto da época passou sem grandes novidades, além de alguns empresários que "apareceram a oferecer dinheiro e a acenar com Barcelona e Inter de Milão. Mas ele já só pensava no FC Porto."
No arranque de 2009/10, e quando tudo indicava que ia ficar no Belenenses, aconteceu a transferência do Júlio César para o Benfica. "No mesmo pacote, os encarnados queriam meter um iniciado e um juvenil chamado Aldo Monteiro. Os directores do Belenenses não se aperceberam que se tratava de Kadú e assinaram o acordo. Quando eu soube, peguei no miúdo e levei-o para o FC Porto. Ele também quis ir logo. É portista desde pequenino e sempre foi esse o seu desejo", acrescentou.
Como Kadú não tinha contrato profissional, o Benfica não o podia recrutar sem que este assinasse a inscrição. Assim, foi fácil para o FC Porto pôr um ponto final no processo.

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