Perdão falsificou o resultado
Deveria ter sido diferente, deveria ter ganho o melhor. Mas o jogo também se faz de fortuna e se decide, por vezes, na falta dela. Ou mesmo em perdões absurdos, que ajudam a contar a história de um empate acidental (2-2), permitindo marcar a quem escapou incólume à autoria de uma agressão, num lapso ridículo e gritante que transformou o vilão em herói. Foi assim, mas não deveria ter sido.
Cinquenta e cinco segundos, ainda antes de esgotado o primeiro minuto, foi tempo de sobra para Hulk desenhar, em traços largos e num movimento que lhe serve de imagem de marca, a tendência dominante de um jogo de muitos ritmos e altas velocidades. Ao primeiro esboço, perderam-se dois adversários só no arranque, mas o remate, por afinar, exigia novas experiências. De falta de aviso o Benfica não podia queixar-se.
À intensidade e ao grau de exigência do desafio, o campeão respondeu com velocidade e com uma sofreguidão competitiva que chegou a sugerir a ideia de que uma bola seria sempre amostra insuficiente para saciar a sua cultura de posse e o desejo assumido de controlar todos os momentos e direcções do jogo. A pressão era exercida bem adiante, antes mesmo de o adversário poder conceber o ataque.
Numa audaciosa variante ofensiva, Helton e Varela colocaram Fucile diante do golo, que Artur negou com uma defesa inesperada, devolvendo os adeptos aos seus lugares. Desde o começo, tinham passado 28 minutos. Mais nove em cima e não pôde impedir os adeptos portistas de festejar o primeiro golo de Kléber num clássico. Bastou um toque subtil, para desviar um livre de Guarín para o fundo das redes.
A primeira parte expirava com os números a reforçar o domínio absoluto dos Dragões (13 remates contra 2 e 55% de posse de bole contra 45%) e a segunda abria com o Benfica a empatar por Cardozo, que só por ali andava por complacência do árbitro, que ignorou uma agressão do paraguaio a Fucile, ainda na metade inicial, e dividiu o cartão vermelho em dois amarelos, com um deles a sobrar para o agredido. E para cúmulo também.
Duplamente injusta, pela assinatura e por produzir o pior retrato do encontro, a igualdade não resistiu mais de quatro minutos. Otamendi desfê-la em pedaços aos 51 minutos, acorrendo a um passe atrasado de Varela, depois da cobrança de um canto. Estava reposta a vantagem, que parecia crescer, ao lado do tempo, para números mais amplos e seguros.
O jogo quebrar-se-ia, contudo, partindo-se em dois na especial predilecção encarnada pelo contra-ataque, a que fica bem apelidar, com preciosismo e até algum requinte, de transição rápida, para atenuar a carga negativa de um processo que prescinde do momento da concepção. FC Porto e Benfica ameaçaram à vez, até que Saviola marcou, deixando apenas oito minutos para os Dragões evitarem a repartição de pontos que nenhum dos opositores fez por merecer. - fcporto.pt
Jogo repartido dá empate
O Sport Lisboa e Benfica empatou a duas bolas no estádio do Dragão. Com uma excelente atitude, os comandados de Jorge Jesus demonstraram uma boa capacidade de resposta e um grupo muito unido. Segue-se o Paços de Ferreira no ataque à liderança isolada.
O técnico Jorge Jesus voltou a apostar num meio-campo reforçado com Javi García, Witsel e Aimar, deixando os flancos para Nolito e Gaitán, que tinham como objectivo servir o avançado Óscar Cardozo. O guardião Artur viu o quarteto defensivo ser formado por Maxi, Luisão, Garay e Emerson.
O primeiro lance de ataque pertenceu aos “encarnados” logo aos dois minutos, com um centro de Nolito para Cardozo, que chegou atrasado para desviar. Nos minutos iniciais, as equipas tentavam construir jogo calmamente, num claro estudo mútuo.
O Benfica ocupava muito bem os espaços com uma postura muito adulta em campo, impedido o ataque adversário de chegar em boa posição de finalizar. O primeiro lance perigoso do FC Porto surgiu apenas aos 27 minutos. Varela entrou na grande área e serviu Fucile que encontrou um Artur gigantesco a fazer a mancha.
A toada de jogo mantinha-se morna e quando menos se esperava, os “azuis e brancos” inauguraram o marcador. Na sequência de um livre lateral, Guarín levantou para o primeiro poste e Kléber foi feliz de cabeça. Ao intervalo o resultado era de 1-0.
A etapa complementar iniciou-se com o Benfica a atacar e a chegar ao empate. Com o relógio a mostrar 47 minutos, Aimar jogou em Nolito, o espanhol desmarcou Cardozo com classe, que depois de deixar Álvaro Pereira e Helton no chão atirou para o fundo das redes.
Contra a maré e com os “encarnados” a dominarem as operações, o FC Porto voltou a marcar, desta feita por Otamendi que respondeu da melhor forma a um centro rasteiro de Varela. A desvantagem era injusta e os jogadores da Luz sentiam isso.
A partir do 2-1 só houve Benfica. Foram vários os ataques venenosos que enervaram a defensiva adversária e depois de Nolito ter isolado Cardozo (61’), que permitiu a defesa a Helton e de um golo anulado a Saviola (81’) por fora-de-jogo, Gaitán (82’) gelou os adeptos contrários. Saviola fez um passe de génio de costas para a baliza que rompeu a dupla de centrais contrária e Gaitán “fuzilou” Helton, que se limitou a assistir à potência do remate.
Com este empate, mantém-se tudo igual no topo da classificação, com as duas equipas a dividirem a liderança do Campeonato Nacional, com 14 pontos. Na próxima ronda, o Sport Lisboa e Benfica recebe o Paços de Ferreira. - slbenfica.pt
Boas ,
ResponderEliminarNa minha opinião não fomos inteligentes na 2ª parte ... apesar de não termos jogado bem controlamos o jogo, no entanto a ganhar acho que devia sair o Varela e entrava o Defour, para dar apoio ao Fucile do lado direito avançando o Guarin, desgastado, para 10.
Mas pronto é o que temos ... espero que estes 2 últimos jogos sirvam para a equipa técnica e os jogadores evoluírem e aprenderem com os erros.
Um abraço e bom fim de semana.
http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.com
Quem tem inteligencia e olhos entende e ve bem que o Cardozo e que tem posse de bola, e que o Fucile e que vem lancado pronto a fazer falta no Cardozo, ainda por cima aquilo que o Fucile fez e p'ra cartao VERMELHO, NAO AMARELO, pois ele veio detras, e com maldade! Depois do Fucile ter deitado o Cardozo no chao, faz papel de puta magoada, como sempre...nao e a primeira vez, nem vai ser a ultima...ja e feitio!!! Se fosse comigo, o Fucile levava uma que dormia logo!
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