Ricardinho é o melhor jogador do Mundo de Futsal, algo que já merecia a algum tempo e pelo qual o português andava a lutar. Finalmente conseguiu.
Em entrevista ao jornal i, o internacional português mostrou-se radiante com a distinção e até fez uma revelação curiosa... "O Cardinal é mais adepto do FC Porto do que eu".
Quanto ao futebol "11" esteve quase a conseguir fazer a pré-época no Benfica, em 2007, mas a imprensa descobriu cedo demais.
Nos últimos meses expressou várias vezes a ambição de ser o melhor do Mundo. Esperava que fosse agora?
Eu sempre disse isso, mas parecia que havia gente que não acreditava em mim. As pessoas pensavam que era brincadeira, mas sempre trabalhei o dobro para chegar ao trono, como costumo chamar. Queria lá chegar, mas estava à espera de mais uns dois anos. Este prémio é uma resposta a essas pessoas e a prova de que se é possível ser o melhor do Mundo sem sair de Portugal, ao contrário do futebol. Não posso deixar de agradecer ao grande clube que é o Benfica e a todos os companheiros que me ajudaram, porque isto não é um jogo de ténis, é de equipa.
Esta foi a 11.ª edição do troféu e o Ricardinho é o oitavo vencedor. Está ao nível de Manoel Tobias, Falcão, Schumacher...
É um grande orgulho. Este é um prémio que, felizmente, não é para todos. Até porque desde há alguns anos já não há segundo nem terceiro classificados. Ninguém pode dizer que quase ganhou. E eu consegui lá chegar. Ao trono.
Na atribuição do prémio, a "Futsal Planet" fala de si como um jogador que começou como um fenómeno no YouTube.
É verdade. Aliás, posso dizer que tenho muito orgulho em ter sido a primeira pessoa a pôr um vídeo meu no YouTube. Acho que é importante para passar a mensagem de que o que se faz cá fora, com amigos, também se consegue fazer lá dentro, com profissionais.
Disse numa entrevista que se sentiu muito envergonhado na conferência de imprensa quando assinou pelo Benfica. Agora isso já não acontece?
Já não pode acontecer. Jogar no Benfica deu-me muita maturidade. Tornei- -me uma figura conhecida e sempre tive de ter muito cuidado com as minhas atitudes para deixar as pessoas orgulhosas. Agora já não há espaço para vergonha.
E agora que chegou ao trono?
Agora vou continuar. Não basta chegar cá, é preciso continuar a lutar.
Na próxima época vai encontrar o Cardinal no CSKA Moscovo. Confesse lá, quem é o maior adepto do FC Porto?
[Risos]. Acho que é ele. O Cardinal é mais adepto do FC Porto que eu. Acho que ele já o demonstrou mais do que uma vez, apesar de nem sempre com boas acções. Eu não me mostro tanto. Ele é um daqueles portistas que já não existe. Tem o sangue mais quente.
E o futebol? Teve quase uma oportunidade no Benfica.
Sim, essa oportunidade foi real. Ia fazer a pré-época em 2007 mas as coisas saíram cá para fora muito rápido. Passou de real a irreal em muito pouco tempo. Nestas coisas, os clubes gostam de ser eles a dar as notícias. Tiraram-me esse pequeno sonho mas se calhar se não fosse isso não tinha chegado onde cheguei. Mas quem sabe um dia, quem sabe. Continuo a pensar nisso. Sei que vou morrer com essa ideia na cabeça.
E que tipo de jogador poderá ser?
O Ronaldo é o meu ídolo. Diria que numa posição semelhante à dele. Ou como o Messi. Aparecer naquela zona a desequilibrar, com liberdade para atacar e pouca responsabilidade a defender.
Outra das coisas que lhe costumam chamar é brinca-na-areia. Já lhe passou pela cabeça uma aventura no futebol de praia?
Sinceramente, ainda não. Gosto muito é de futevólei, tal como o Bruno Alves. Mas lá está, quem sabe um dia. Pode ser que tenha a oportunidade de experimentar e poder representar a selecção ao mais alto nível, como faço no futsal.
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