01 maio 2011

Outros "dragões" a vitória do costume

Três dias depois de ter goleado o Villarreal na primeira mão das meias-finais da Liga Europa, o FC Porto foi a Setúbal somar mais uma vitória (4-0) no campeonato. Mesmo com uma equipa composta por jogadores menos utilizados – da partida europeia contra os espanhóis restaram Otamendi, Álvaro Pereira e Guarín entre os titulares – os “dragões” não tiveram dificuldades em controlar o jogo.
Esta foi a 26.ª vitória do FC Porto na Liga (em 28 jornadas) e a 14.ª consecutiva no conjunto das competições. A formação orientada por André Villas-Boas está a protagonizar uma temporada que banaliza a vitória: em 53 jogos oficiais disputados ganhou 46 – ou quase 87 por cento.
Valdomiro fez auto-golo e inaugurou o marcador para o FC Porto, após assistência de James Rodriguez. O jovem colombiano, de resto, viria a ser um terror para a defesa do Vitória de Setúbal. Além de ter precipitado o erro de Valdomiro, também foi dele a assistência para o golo de Otamendi, a fechar a primeira parte, e para o de Walter, que, à imagem do que tem feito esta temporada, voltou a facturar na hora de substituir o goleador Falcao.
Só dava FC Porto e muitas oportunidades foram-se perdendo para ampliar ainda mais o marcador.
O FC Porto tornou o jogo demasiado fácil e o Vitória de Setúbal, do ponto de vista ofensivo, quase não existiu, principalmente na segunda parte. Mesmo quando existia, teve que se deparar com um Beto inspirado, que teve como ponto alto a defesa de uma grande penalidade cobrada por Pitbull, melhor jogador sadino esta noite, e uma salva de palmas dos adeptos a dez minutos dos 90, altura em que foi substituído por Kieszek, guarda-redes que já defendeu as cores da equipa da casa e que se estreou no campeonato esta temporada, ganhando direito a sagrar-se campeão nacional.
Varela deu ainda mais expressão ao resultado, ao marcar o 0-4 na última jogada do desafio. Todavia, não se pode falar em falta de sorte nos sadinos, este FC Porto, mesmo com jogadores que não são habituais titulares, deu conta do recado e deu ainda mais crédito a Villas-Boas, quando este afirma e reitera que no FC Porto não há segundas linhas.

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