O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) decidiu esta quarta-feira a favor de Carlos Queiroz, no recurso apresentado pelo antigo selecionador nacional ao castigo que lhe foi aplicado pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP).
Carlos Queiroz fica assim livre para voltar a desempenhar funções de treinador.
Queiroz pede a Madaíl para denunciar o que se passou
Carlos Queiroz pediu a Gilberto Madaíl para "denunciar o que se passou" por forma a que fique esclarecido perante a opinão pública quem "foram as pessoas com muito poder que construíram esta mentira, esta infâmia".
"Há pessoas que sabem exatamente o que se passou. Deixo ao dr. Madaíl, que esteve sempre ao meu lado neste processo, o apelo para que possa denunciar o que se passou. E que me sugira qual deve ser o meu próximo passo", disse Queiroz à RTP N.
Queiroz "desafia" ainda o médico do Sporting, Gomes Pereira, a explicar controlos a Liedson.
"Talvez seja mais fácil agora, o dr. Gomes Pereira dizer exatamente o que passou nos testes de controlo ao Liedson. Perguntem-lhe o que se passou", disse o ex-selecionador nacional citado pela Rádio Renascença.
FPF reage: Afinal Carlos Queiroz foi despedido por “falta de respeito pela entidade patronal”
Uma fonte da FPF disse hoje à agência Lusa que o processo da ADoP “é independente e juridicamente irrelevante relativamente à rescisão do contrato de prestação de serviços celebrado com Carlos Queiroz”, cuja “base de fundamento” foi aquela entrevista, na qual o técnico diz que o vice-presidente Amândio de Carvalho “decidiu pôr a sua cara na cabeça do polvo” que o quereria fora da federação.
De acordo com a fonte, o despedimento deveu-se à “quebra de relação de confiança” resultante da entrevista, na qual Carlos Queiroz revelou “falta de respeito pela entidade patronal”.
O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) deu hoje provimento ao recurso de Queiroz contra a decisão da ADoP, anulando a suspensão de seis meses aplicada ao ex-seleccionador por perturbação de um controlo antidopagem junto da selecção portuguesa, durante o estágio para o Mundial de 2010.
O mesmo responsável sublinhou que nenhum órgão da FPF alguma vez considerou que Carlos Queiroz tivesse perturbado o controlo antidoping realizado a 16 de Maio na Covilhã, recordando que a suspensão de um mês aplicada pelo Conselho de Disciplina (CD) da FPF, a 19 de Agosto, apenas considerou provada a existência de injúrias à brigada da ADoP.
O CD condenou ainda Carlos Queiroz a uma multa de mil euros e arquivou o processo referente à violação da lei antidopagem (27/2009, de 19 de Junho), absolvendo o treinador do ilícito disciplinar por obstrução à realização do controlo antidoping, motivo que levou a ADoP a avocar o processo e a suspender o técnico por seis meses.
Horas depois da decisão do CD, a direcção da FPF instaurou um inquérito disciplinar a Queiroz pelas suas declarações ao Expresso, nas quais dizia que “parecia haver uma acção concertada que começava com o processo” e conduzia ao seu “despedimento”, acrescentando que Amândio de Carvalho “decidiu pôr a sua cara na cabeça do polvo”.
A 24 de Agosto, Carlos Queiroz recorreu da decisão do CD para o Conselho de Justiça (CJ) da FPF, que, 29 dias depois, julgou “extinta a responsabilidade disciplinar” do antigo seleccionador, por considerar que o procedimento prescrevera, com o argumento de que a federação tinha apenas um mês para abrir o inquérito, por se tratar de uma infracção disciplinar leve, e fê-lo mais de dois meses depois da data dos factos.
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