André Villas Boas pode tornar-se a breve prazo um caso sério de blindagem: desenha-se com inesperado aparato situação em tudo semelhante à de Mourinho, desta vez com Itália como potencial destino do treinador que, cirurgicamente, o FC Porto segurou mais um ano a 28 de Dezembro, por sinal o dia de aniversário de Pinto da Costa, o homem que desassombradamente, e num clima de significativa desconfiança, o colocou à frente do FC Porto.
Meio ano depois de assumir o comando dos dragões com um arranque brutal que o coloca, hoje, como grande favorito a campeão logo no primeiro ano completo como técnico, Villas Boas, 33 anos, é reconhecido em Itália como «o brilhantíssimo treinador do FC Porto» e, significativamente, «o jovem que cresceu na escola de José Mourinho», elemento curricular imbatível na esfera italiana, onde José, que já era um pequeno deus, passou para a esfera dos imortais com a época glutona de 2009/2010, em que ofereceu tudo o que havia a ganhar ao Inter de Milão.
Natural, então, que Villas Boas comece a criar a sua própria fama, principalmente pelo que já mostrou ao serviço do FC Porto, mas essa associação crónica, rejeitada e apreciada, a José Mourinho, é um outro ponto de partida anormalmente valioso, e, concretamente em relação ao mercado italiano, um cartão de visita sedutor como nenhum outro.
Il speciale II aparece, então, como perfil/figura de projecção imparável. Depois de na segunda-feira o jornal cor-de-rosa mais famoso do mundo, La Gazzetta dello Sport, o ter colocado no caminho da Juventus (Del Neri cai no fim da época), Villas Boas viu-se atirado para os seus 60 minutos de fama, ao ser ontem chamado a protagonizar, à distância, um programa desportivo da maior audiência no SportItália 24 horas, espécie de Sport TV da questão, mas, necessariamente, com linha de difusão infinitamente superior à do nosso pequeno mundo.
O programa em questão, diariamente em horário nobre e sempre recheado de comentadores e críticos do país das tácticas, sustentou precisamente em Villas Boas a emissão em causa, abrindo espaço à opinião pública. O motivo de fundo prendia-se com a sucessão técnica na Juventus e na Roma em relação à próxima temporada e, conclusão: quem é o grande favorito da crítica e do público a esses dois lugares em aberto? Villas Boas, precisamente.
in, abola.pt

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