Ao jornal O JOGO o actual seleccionador argentino, Sergio Batista, falou dos argentinos que jogam em Portugal aos quais a selecção está atenta e deixou uma opinião sobre cada um.
"Otamendi tem perfil de líder"
"O Otamendi surpreendeu-me. Não o conhecia muito bem, porque ele teve uma aparição muito rápida, e surpreendeu-me a sua maturidade, apesar de ser muito jovem. É um jogador muito esclarecido, um grande profissional, muito aplicado e com uma personalidade importante. Essas são características que o vão ajudar a triunfar em qualquer lugar onde jogue. Tudo isso para além das condições tremendas que tem em termos futebolísticos e que acumula com o perfil de líder."
"Gaitán é muito habilidoso"
"O Gaitán é um futebolista que sempre me agradou, muito habilidoso e com um grande futuro. Já o integramos nas últimas convocatórias. O problema, no seu caso, é que joga numa posição onde temos o Messi. Mas o Nico é um jogador jovem, que está a dar os primeiros passos na Europa, e queremos mantê-lo por perto. Estive com ele em Portugal e achei-o muito satisfeito. Está feliz por lá."
"Belluschi vai continuar a crescer"
"Acompanhamos todos e se estão a jogar ao nível que consideramos ideal, claro que serão convocados. É o que se passa com Belluschi; sabemos bem do rendimento que está a ter com o FC Porto. A continuidade dos jogadores nos seus clubes é fundamental para eles, e ele está a consegui-la agora. Seguramente vai continuar a crescer. Por sorte, como dizia no início, a Argentina tem muitos jogadores por todo o mundo, e a ideia é estar perto deles, ver como evoluem e dar-lhes oportunidades."
"Salvio e Jara vão ter oportunidade"
"Também me reuni com o Jara e o Salvio. São dois jogadores que conheço das selecções juvenis e sei o que nos podem dar. É importante para eles jogar e ter continuidade no Benfica. Para o Salvio, por exemplo, a mudança foi muito positiva, porque em Espanha não estava a jogar e agora começou a trabalhar com outra regularidade; e não foi para um clube qualquer, mas para o último campeão português. Disse-lhes que continuem a trabalhar, que vamos segui-los e, se estiverem bem, vão ter uma oportunidade."
Aimar e Saviola, dois casos à parte
"Aimar e Saviola, todos os conhecemos, não precisamos de fazer experiências", sublinha o seleccionador. "Sabemos exactamente tudo o que podem dar à selecção e a experiência que têm", acrescenta, apesar de fazer questão de frisar que ninguém está excluído à partida. "O nosso corpo técnico não fecha as portas a ninguém, pelo contrário; temos muita gente de confiança que está na Europa e que nos ajuda.
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