14 novembro 2010

Flash interview: Benfica - Naval

Roberto
"Temos apenas de pensar no nosso trabalho, como aconteceu hoje. Temos de acreditar no trabalho feito no dia-a-dia, pensar jogo-a-jogo, para que, quando a época terminar, estejamos felizes com o trabalho que foi feito", disse à Rádio Renascença no final do encontro com a formação da Figueira da Foz.
Muito contestado pelos adeptos e pela comunicação social no início da época, consequência de uma sucessão de falhas, Roberto parece ter dissipado muitas das dúvidas que existiam em torno da sua qualidade. "Tenho crescido muito. Quero dar tudo, fazer o que tenho de fazer", observou o guarda-redes, que frente à Naval realizou algumas grandes defesas, sobretudo na primeira parte do encontro.

Javier Saviola
“Depois de uma derrota (por 5-0 na jornada passada no Dragão) é bom que a equipa levante a cabeça com vitórias destas e que mantenha a atitude. Agora resta-nos continuar a ganhar jogo a jogo”, afirmou o atacante argentino, no final do encontro à “flash interview” da SportTV.
Sobre o futuro dos encarnados na Liga, Saviola alertou a equipa para o excesso de euforia: “As individualidades podem estar a jogar bem, mas a equipa tem de ser forte e tentar dar sequência a este jogo”.

Fábio Júnior
“Fizemos uma boa 1.ª parte, onde fomos melhores que o Benfica. Por azar não conseguimos marcar. No 2.º tempo eles entraram bem e foram mais fortes, mas temos de levantar a cabeça pois o campeonato ainda não acabou”, frisou o atacante brasileiro.
Sobre o último lugar que os pupilos de Rogério Gonçalves ocupam na tabela da Liga, Fábio Júnior mostra-se otimista: “Com muito trabalho vamos conseguir alcançar os objetivos o mais rápido possível, que são sair da zona de despromoção e alcançar a permanência”.

Rogério Gonçalves
"A 1.ª parte foi bem conseguida, independemente de estarmos a perder. Houve uma boa defesa do guarda-redes do Befica também... A 1.ª parte foi boa, atendendo ao adversário e ao facto de jogarmos fora de casa. Na 2.ª parte, com um 2.º golo, a equipa desequilibrou-se", afirmou o treinador à Sport TV.
O último lugar na tabela de classificação também não ajuda a equipa da Figueira da Foz. "Temos de sair do último lugar, forçosamente. Com uma ou outra alteração de jogador, temos de sair de lá", concluiu.

Jorge Jesus
«O Benfica atravessou algumas dificuldades no jogo, mas é natural. Principalmente na primeira parte, nos primeiros quinze minutos, a Naval foi uma equipa atrevida, mas a equipa do Benfica, defensivamente, esteve sempre em vantagem, nessas mesmas acções da Naval. O resultado traduz uma segunda parte brilhante do Benfica. Os golos foram dando confiança e a Naval foi perdendo concentração com os golos. Houve algumas jogadas a roçar a perfeição, com criatividade. Se pudermos jogar e dar espectáculo ao mesmo tempo, é aquilo que queremos fazer. Merecemos vencer o jogo por este resultado, mas se a Naval fizesse um golo também merecia».

[Nuno Gomes entrou e marcou? Porque é que não joga mais vezes?]
«O Benfica tem no corredor central seis avançados, incluindo o Nuno Gomes, cada um com características diferentes. Eu é que trabalho com eles durante a semana e eu é que sei os que estão melhor fisicamente. Normalmente levo dois para o banco, às vezes levo três. Tenho optado por outras soluções porque acho que são as melhores. As oportunidades do Nuno serão sempre iguais às dos outros. Nos próximos jogos o Cardozo já deve estar em condições de contribuir. É mais um avançado e as opções são melhores, mas como é óbvio, é mais um para a concorrência e torna tudo mais difícil para todos».

[O Ruben Amorim voltou a jogar o que achou da exibição dele?]
«O Ruben teve dois meses parado. Vocês notaram que é um jogador muito disciplinado tacticamente, mas não tem ritmo competitivo, o que é natural. É um jogador que faz várias posições, é um jogador muito importante para a criatividade táctica da equipa. O Ruben, como o Airton, se tivéssemos a precisar do resultado, eram jogadores que não estavam com o andamento para aquilo que precisávamos».

[Como é que foi esta semana, com muitas críticas depois do Dragão e com o facto de André Villas Boas ter saído em sua defesa?]
«Desde que estou do Benfica tenho noção do clube onde estou, da responsabilidade que tenho. A critica, seja negativa ou positiva, tenho de a aceitar. O Benfica não se move só por paixão clubística, mas também com muitos interesses. Tenho alguns anos de futebol, sabemos que a crítica positiva é mais fácil, mas aceito a negativa também. Leio tudo, vejo tudo, mas continuo com as minhas convicções e não mudo. Foi um cenário difícil. Porque 5-0 no Porto é um resultado que deixa a nação benfiquista tremida. Hoje entrámos desconfiados, mas partimos para um resultado muito bom. Mas não foi fácil».

[E o que se passou no treino do Benfica de sábado?]
«Dentro daquilo que tem acontecido algumas vezes durante a época, em treinos à porta fechada, tenho aberto alguns por outros motivos. Este tive de abrir por outros motivos, mas tudo não passou de um diálogo com alguns benfiquistas, sempre simpáticos e ordeiros e com a responsabilidade de não perturbar o nosso treino».

[O que achou do adiamento do jogo com o Sp. Braga para a Taça de Portugal para Dezembro?]
«Teoricamente temos mais tempo para nos preparar para o jogo de Israel, portanto, teoricamente, pensamos que pode ser melhor, mas não fomos nós que pedimos o adiamento do jogo. Tanto o Braga como o Benfica têm aspirações nesta competição e têm de aceitar esta alteração».

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