"Qualidade, rendimento e assiduidade"
Em declarações aos jornalistas, em conferência de imprensa realizada logo após a divulgação dos nomes dos 23 eleitos, Paulo Bento começou por explicar o facto da lista de convocados mostrar uma tendência de continuidade, que, no entender do técnico, «passa por manter uma base em função dos critérios que definimos».
«Esses critérios são qualidade, rendimento e assiduidade mas também com alguma necessidade da Selecção em alguns casos. Estes foram os critérios para elaborar esta convocatória. Depois teremos tempo para pensar, tendo em conta as exigências do adversário e a matriz de jogo da Selecção, a melhor forma de abordar este jogo», defendeu.
«Com este grupo de 23 jogadores, a Selecção tem capacidade e possibilidade de jogar diversas formas. Sabemos da nossa situação na classificação e quais são os nossos objectivos e vamos ter iniciativa no jogo», garantiu Paulo Bento.
Sobre os próximos compromissos da «equipa das quinas», o seleccionador salientou que «temos pouco treinos e vamos tentar passar uma ideia nesse espaço de tempo. A mensagem terá de ser concreta. Vamos tentar definir toda a estratégia para a Dinamarca nesses treinos. Há uma jornada [do campeonato português] que termina na segunda-feira e isso leva a que o período de recuperação dos jogadores se prolongue e que estejam à disposição em vésperas do jogo. É um contexto difícil para se treinar».
Vincando que Portugal «não tem margem de erro», resta apenas encarar o embate com a Dinamarca «com ambição e com algum risco sem perder o equilíbrio que é necessário para cada jogo», concluiu
Sobre o sistema de jogo, Paulo Bento reconheceu que vai ainda «escolher um sistema e um método de jogo. Nestes treinos vamos testar todas as possibilidades. Não garanto o 4x4x3 de início contra a Dinamarca. Vamos testar um sistema para entrar de início e também para mudar consoante o que vier a acontecer durante o jogo.»
Já sobre a questão do «capitão», o treinador garantiu que, também consigo, «o “capitão” da selecção é Ronaldo porque tem todas as condições para exercer esse cargo. Já o é há algum tempo e é um jogador que representa muito para a Selecção dentro e fora do campo».
Ainda assim, Paulo Bento salienta que Cristiano Ronaldo «não terá o peso total da Selecção nacional, pois isso ficará comigo. Não podemos pensar que o Cristiano Ronaldo, por ser um dos melhores do Mundo, pode resolver todos os problemas. Por isso, contamos que é um jogador importante para ajudar a Selecção e vai faze-lo como capitão, mas não com a responsabilidade total.»
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