17 setembro 2010

Mourinho coloca futuro na persuasão de Madaíl

O treinador do Real Madrid, José Mourinho, revelou esta sexta-feira que estaria interessado em orientar a selecção nacional nos dois jogos da fase de qualificação do Euro 2012 em Outubro, mas tudo vai depender da conversa do presidente da federação portuguesa, Gilberto Madaíl, com o seu homólogo do clube merengue, Florentino Perez.

Antes de começar Mourinho revelou o teor da conversa que teve com Madaíl:
«De um modo objectivo e emocional, Gilberto Madaíl pediu-me que, lembrando o facto de os campeonatos pararem durante 15 dias nesse período e o facto de saber que hé debandada geral nessa altura, não deveria ter uma grande influência no meu trabalho no Real, e se podia aceitar tentar ajudar a selecção nesses dois jogos que são decisivos, que podem abrir a porta da qualificação do Euro ou afastar».

Depois o técnico revelou a sua resposta:
«Não ficaria bem comigo mesmo se recusasse o pedido de Madaíl, não ficaria bem com o meu orgulho de ser português. Mas não posso dizer que «Sim» porque sou treinador do Real e tenho um trabalho em mãos que me apaixona e que terminará daqui a quatro anos, espero eu. Mas como não fui objectivamente capaz de dizer «Não», entreguei a capacidade de persuasão de Madaíl o meu futuro, já que ele terá de conversar com o Real. A partir de agora estou fora de jogo, das conversas e das decisões.»

Mourinho ressaltou ainda na conferência que não é ele quem pode salvar a selecção:
«Não é um treinador com dois ou três treinos que pode reverter a actual situação. São os jogadores que devem ir para a selecção como uma missão e não como se fossem passear a sua classe e prestígio que conquistam nos clubes; é a imprensa portuguesa que deve ter a missão de unir a seleccção; e são os adeptos que devem encher os estádios e empurrarem os jogadores. A minha ajuda seria muito limitada.»
O treinador do Real relembrou também que já tinha revelado o seu desejo de orientar a selecção, «mas daqui a 20 anos, quando poderei trabalhar em full time, com total disponibilidade e sem limitação. Mas também é verdade que há algum tempo disse sempre que, num momento de aflição, nunca diria não.»
Curiosa foi a afirmação de Mourinho quando disse que não ganharia nada na selecção, pelo contrário, «só teria a perder. Felizmente não preciso de trabalho. Estou sentado na cadeira em que 99,99% dos treinadores de todo o Mundo gostariam de estar sentados».

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