O lateral direito Miguel, que renunciou à selecção portuguesa de futebol, revelou hoje ter tomado a decisão baseado em “motivos de natureza estritamente pessoal e não conjuntural”.
Com 30 anos, Miguel junta-se a Simão, Paulo Ferreira e Deco, que também, recentemente, abdicaram de representar a selecção portuguesa.
Miguel ainda jogou no encontro com o Chipre, o primeiro da fase de qualificação para o Euro2012 (03 de Setembro), mas acabou por não alinhar, por opção, no jogo da Noruega (07 do mesmo mês).
Nestes dois jogos, a selecção portuguesa estava sem seleccionador (foi Agostinho Oliveira o treinador escolhido interinamente), já que Carlos Queiroz estava suspenso, tanto pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), como pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP).
O jogador, com 59 internacionalizações, enviou uma carta à FPF a 09 de Setembro, mas apenas hoje, dia da apresentação de Paulo Bento como novo seleccionador, o organismo a tornou pública.
“A decisão foi muito ponderada, também no seio da minha família, e é determinada por motivos de natureza estritamente pessoal, e não conjuntural. Foi com imenso orgulho que representei a selecção nacional. Sempre a servi com a maior dedicação e o melhor do meu esforço e empenho. Essa representação traduz o momento mais alto da minha carreira desportiva”, diz Miguel, na carta enviada à FPF.
O actual jogador do Valência (Espanha), explica guardar na “memória instantes de inexcedível felicidade, motivados por alguns feitos colectivos e, sempre, nos bons e nos maus momentos, pelo companheirismo, solidariedade e espírito de grupo vividos no seu seio”.
Miguel aproveita para agradecer a todos os colegas com quem alinhou na selecção e aos adeptos lusos.
“A todos os companheiros, técnicos e dirigentes, os meus mais sinceros agradecimentos. Uma última palavra para os vibrantes adeptos da nossa selecção, a quem devo toda a gratidão pelas inúmeras manifestações de simpatia, apoio e carinho que me dirigiram ao longo dos anos”, refere.
O defesa lateral deseja ainda os “maiores êxitos aos mais novos” e esclarece que sempre os apoiará, “em particular, quando a sorte lhes for adversa”.
O presidente da FPF, Gilberto Madaíl, também numa nota divulgada na página do organismo, deseja “as maiores felicidades, quer a nível profissional, quer a nível pessoal” ao jogador e agradece “tudo o que fez” pela selecção portuguesa.
“Ele foi daqueles que sempre sentiram a importância e o significado especial que é representar Portugal. Lamento vê-lo partir mas respeito a sua opção”, remata Madail.
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