01 setembro 2010

FPF admite exigir 3,5 M€ a Queiroz?

A notícia é avançada pelo DN, a suspensão de seis meses e as duras palavras sobre o vice-presidente da Federação Portuguesa (FPF), Amândio de Carvalho, podem ter um preço muito alto para Carlos Queiroz: 3,5 milhões de euros. Este será o valor que a FPF tem intenção de exigir de indemnização ao seleccionador, por este não estar em condições de cumprir o contrato de prestação de serviços que assinou com o organismo. Este cenário só será revertido se as partes chegarem a acordo, algo pouco provável, dada a batalha jurídica que o treinador pretende manter em sua defesa.
"Embora não seja muito comum, admite-se que haja um pedido de indemnização", explicou ao DN o advogado Luís Filipe Carvalho. "No caso de se tratar de um contrato de prestação de serviços e de a FPF entender que houve um incumprimento grave e definitivo, ela pode avançar para a cessação do contrato e para o pedido da indemnização", completa.
Ora, na base do agudizar da crise estão as declarações de Queiroz sobre a "cabeça do polvo". Desde aí, apurou o DN, os dirigentes federativos perderam, por completo, a confiança no técnico. E o Conselho de Disciplina moveu- -lhe um processo disciplinar. Queiroz terá sido notificado na 2.ª-feira e tem sete dias para apresentar testemunhas de defesa.
De resto, a direcção da FPF - que também se sentiu afectada pelas ofensas ao seu vice-presidente - até admite intentar uma acção criminal contra Queiroz, pelas "injúrias e difamação" a Amândio de Carvalho. Mas isso só será feito depois de se concluírem os processos pendentes.
Outro ponto que agrava as relações entre Carlos Queiroz e a FPF é o facto de esta lhe ter suspenso o pagamento de salários e outros benefícios desde que surgiu o caso das ofensas a Luís Horta e médicos da ADoP [devido ao qual foi suspenso por seis meses].
Neste momento, a Federação considera insustentável a permanência de Queiroz no cargo de seleccionador. Mas ainda não iniciou a procura por um substituto, aguardando pela conclusão dos processos em curso [o da "cabeça de polvo" e o da ADoP, cujo recurso será remetido para o Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausana. Ainda assim, o entendimento dos dirigentes federativos é de que o resultado dos processos será o despedimento por justa causa e o pedido da indemnização, até 3,5 milhões de euros, pelo incumprimento do contrato.
Ainda assim, Queiroz já disse que só "morto" deixaria a selecção - e, a sua defesa até poderá contestar a interpretação do contrato como sendo de "prestação de serviços". Até porque tudo isto pode dificultar a procura de emprego de Queiroz no futuro.

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