02 setembro 2010

Flashes: Laurentino Dias responde a Queiroz

"Não há justiça governamental"

Laurentino Dias comentou, esta quarta-feira, a suspensão de seis meses aplicada pela Autoridade Anti-Dopagem de Portugal (ADoP) a Carlos Queiroz, seleccionador nacional português.
"A ideia de uma justiça governamental que ouvi há dias, é uma tentativa sem êxito de procurar desviar a atenção do que é fundamental. O que é fundamental é sabermos se houve uma perturbação de uma acção anto-doping na Covilhã, a 16 de Maio", começou por comentar o Secretário de Estado da Juventude e Desporto.
"Justiça governamental? Não. O que há é apenas uma aplicação e fiscalização do cumprimento da lei. Há uma justiça só", atirou, em resposta às acusações de Carlos Queiroz que, numa entrevista concedida à SIC, queixou-se de estar a ser alvo de uma "justiça governamental".
Laurentino Dias, numa conferência de imprensa realizada na própria secretaria de Estado, sublinhou, ainda, a "total autonomia" na "execução das decisões" da ADoP, que usufrui de uma "completa independência face ao Governo".
De recordar que o acórdão da ADoP foi divulgado na manhã desta quarta-feira e considera que Carlos Queiroz perturbou o controlo anti-doping à selecção. O documento deixa severas críticas à decisão do Conselho de Disciplina CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que suspendeu Queiroz por um mês.
O acórdão dá como não provado um dos principais argumentos de Carlos Queiroz para a sua reacção com os médicos: a hora do controlo. O próprio CD dá como não provado que tanto Carlos Queiroz como Henrique Jones, médico da selecção, "tenham em algum momento falado aos médicos da ADoP sobre a necessidade de os jogadores despertarem nesse dia mais tarde".
"Se lhes tivesse sido pedido para esperar mais um pouco para fazer o controlo, os médicos teriam esperado´", assegura João Magalhães Marques, médico da ADoP, citado no acórdão.

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