Segundo o jornal Correio da Manhã, Carlos Queiroz está no fim de linha como seleccionador nacional, apesar de ter contrato por mais dois anos com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
O clima começa a tornar-se insustentável para o técnico, cada vez com menos apoios na estrutura federativa e mesmo entre os jogadores. A FPF também não ficou nada indiferente ao reduzido número de espectadores que esteve em Guimarães a assistir ao encontro com o Chipre – apenas 9100 pessoas. A Federação ofereceu mais de três mil convites, o que dá um total de adeptos pagantes na ordem dos seis mil e uma receita que ficou muito aquém das expectativas dos dirigentes, que cederam ainda uma quota dos ingressos ao abrigo das obrigações com sponsors, associações e pedidos dos jogadores.
Apesar de o poder político endossar para a FPF a decisão da continuidade de Queiroz – castigado durante seis meses por perturbar um controlo antidoping – o certo é que o seleccionador tem demasiados anticorpos, quer na Federação quer na secretaria de Estado do Desporto – a relação com Laurentino Dias está gravemente afectada. Agostinho Oliveira reconheceu que Queiroz tinha colaborado na convocatória, situação que faz do técnico suspenso alvo de mais críticas, por não ter preparado devidamente o jogo com os cipriotas.
As notícias de possíveis sucessores – Luis Aragonès, Javier Aguirre e mesmo Paulo Bento – são mais uma prova de que a FPF está a preparar o terreno para deixar cair Carlos Queiroz.
O clima entre funcionários da Federação é de grande desgaste e que muitas pessoas do staff querem sair caso Queiroz continue no cargo. Madaíl ainda é dos poucos que o segura, mas tem sido pressionado a abrir mão do técnico, tentando chegar a um acordo amigável para evitar ter de pagar uma elevada indemnização. A sucessão de casos – problemas com ADoP e Amândio de Carvalho são exemplos –, deixa uma imagem de que o seleccionador não tem condições para continuar. E que, mesmo à distância, não se pode demitir do fracasso que foi o empate (4-4) com o Chipre. Queiroz está cada vez mais sozinho.

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