Por: Felipe Moraes
Dá até tristeza pensar que acabou ontem o melhor Campeonato Brasileiro da era dos pontos corridos – disputada desde 2003. Quatro times na briga pelo título, grandes clubes cariocas lutando para permanecer na elite e, ainda, uma pequena batalha pela última vaga na Libertadores da América do ano que vem. O domingo foi alvoroçado para praticamente todos os clubes que disputam a série A – com ressalvas para o Sport, já rebaixado há algumas rodadas.
Dá até tristeza pensar que acabou ontem o melhor Campeonato Brasileiro da era dos pontos corridos – disputada desde 2003. Quatro times na briga pelo título, grandes clubes cariocas lutando para permanecer na elite e, ainda, uma pequena batalha pela última vaga na Libertadores da América do ano que vem. O domingo foi alvoroçado para praticamente todos os clubes que disputam a série A – com ressalvas para o Sport, já rebaixado há algumas rodadas.
No Maracanã, o Flamengo, com 78% de chances de título, só precisava bater o Grêmio, 8º colocado. Quem achou que o visitante, desfalcado e sem pretensões de Libertadores, faria um jogo de comadres com o candidato à hexa se enganou. O Grêmio abriu o placar com Roberson e calou 85 mil rubro-negros. A vitória parcial do Inter, no Beira-Rio, sobre o Santo André, tirava o título dos urubus cariocas e o transferia para as mãos dos gaúchos colorados. A agonia durou 40 minutos. No segundo tempo, empate com o zagueiro David e virada, aos 24 do segundo tempo, com Ronaldo Angelim. Apoteose no Maracanã. Mesmo com a goleada do Inter (4 a 1) que rebaixou o Santo André, o hexa estava garantido.
Já quase sem esperanças, o São Paulo pegou o Sport, em casa, e aplicou 4 a 0 no adversário. Vaga garantida para a Libertadores pela sétima vez consecutiva. Mas gostinho de título perdido a duas rodadas do fim, quando foi goleado pelo Goiás e abriu caminho para o título do Flamengo.
Desgosto maior mesmo só para o Palmeiras. A equipe liderou o campeonato por 19 rodadas, era líder com cinco pontos de diferença para o segundo colocado até a 33ª rodada... Quando tudo veio abaixo. Tropeços em partidas com times da parte de baixo da tabela, atletas importantes machucados, e, por fim, a troca de socos entre Obina e Maurício Ramos, na partida contra o Grêmio. Domingo, no Engenhão, o time deixou escapar a vaga para a Libertadores, perdida para o Cruzeiro, e salvou o Botafogo do descenso. Vitória de 2 a 1 para os cariocas, que só conseguiram se safar graças ao brilho de Jóbson (aquele mesmo que afundou o São Paulo na 36ª rodada) e à incompetência do Palmeiras.
Quem também se livrou do rebaixamento foi o Fluminense. Há 11 semanas atrás, matemáticos taxavam 98% de chances de queda para a segunda divisão. O time entrou no grupo dos últimos quatro colocados na 10ª rodada, quando da demissão de Carlos Alberto Parreira. E lá ficou outras 26 jornadas. A reação, porém, foi avassaladora. Com Fred marcando gols em praticamente todas as partidas e o apoio apaixonado da partida, o Flu acumulou 11 rodadas seguidas de invencibilidade (7 vitórias e 4 empates). Domingo, empatou com o Coritiba (resultado que rebaixou o rival) e terminou a fuga aliviado, na 16ª colocação. Do outro lado, o do Coritiba, o fim foi melancólico. Irada por causa do rebaixamento, parte da torcida invadiu o campo e protagonizou cenas de vandalismo. O saldo foi de vinte feridos. Até a casa do treinador Cuca, do Flu, foi alvo dos torcedores, que ainda depredaram o estádio Couto Pereira. O clube, além de pagar com a queda para a segundona pelo futebol ruim, deverá sofrer graves punições do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
O Brasileirão 2009 já está deixando imensas saudades.

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