Com golos de Mariano aos 30' e Lucho aos 68', o FC Porto triunfou naturalmente, tal foi a superioridade revelada durante todo o encontro sobre a Naval.A equipa azul e branca entrou determinada e desde muito cedo foi incomodando a baliza da Naval. Aos 9’ Lisandro recebeu a bola na área tentou contornar Peiser e foi travado em falta, o árbitro não o entendeu, a bola encaminhou-se para a baliza deserta, mas no último momento surgiu Paulão a evitar o golo.
O FC Porto foi acentuando a pressão, aos 19’ Mariano esteve perto do golo por duas vezes, mas a bola teimava a não entrar, contudo o mesmo argentino haveria de inaugurar o marcador aos 29’. Bruno Alves descobriu Mariano à entrada da área. O argentino recolheu, desviou os defesas com uma simulação e rematou à saída de Peiser.
Até final dos primeiros 45 minutos os dragões tiveram ainda mais duas situações de perigo, ambas por Lucho (31’, 43’) a ultima o argentino acaba por falhar de forma incrível, rematando por cima da baliza no coração da área e sem oposição.
No segundo tempo, mais do mesmo, a Naval continuou a jogar quase exclusivamente no seu meio-campo, face à pressão intensa do FC Porto. Aos 58’ aconteceu a melhor situação da partida para a Naval por intermédio de Paulão que de cabeça quase empatou o jogo. A equipa de Jesualdo Ferreira acabou por voltar a marcar pouco depois. Minuto 68, Mariano assiste Lucho no interior da área e este rematou em jeito para o segundo dos dragões.
A Naval pareceu incapaz de esboçar uma reacção ao segundo golo sofrido e o FC Porto foi gerindo a partida sem problemas e garantiu a vitória.
Uma vitória importante dos dragões culminando a semana em que carimbaram a passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões com o aumento da vantagem na liderança do Campeonato, face ao Benfica.
O Tribunal de O JOGO
ResponderEliminar"Collina" prejudicou FC Porto
Foi Cosme Machado que disse, no Tribunal de Gondomar, enquanto testemunha, ser conhecido por "Collina". Pois, se assim é, os nossos entendidos na matéria defendem que o bracarense não deve ter aprendido com o ex-árbitro italiano. Ontem, por exemplo, esteve mal em três julgamentos. Como não assinalou grande penalidade por faltas sobre Lisandro (cometidas por Peiser e Paulão) e Cissokho (aqui, mostrou desconhecer as novas regras), Cosme Machado prejudicou claramente o FC Porto. Considera quem sabe.
Momento mais complicado
9' Peiser faz falta passível de grande penalidade numa entrada sobre Lisandro?
Jorge Coroado
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Peiser foi descuidado na forma como saiu aos pés de Lisandro, fazendo falta para penálti. Caso o portista não sofresse infracção, ficaria com clara oportunidade para obter golo, pelo que Peiser deveria ter visto o vermelho.
Rosa Santos
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Sim, senhor. O guarda-redes da Naval impediu Lisandro de continuar o lance derrubando-o ostensivamente. O árbitro deveria ter assinalado penálti e mostrado o vermelho a Peiser.
António Rola
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Sim. O guarda-redes da Naval, sem qualquer hipótese de jogar a bola, derrubou Lisandro, ficando assim por sancionar uma grande penalidade contraa equipa da Figueira da Foz.
Outros casos
2' Diego Ângelo faz penálti, por alegada mão na bola, após cruzamento de Mariano?
20' Há motivo para assinalar grande penalidade porfalta sobre Rodríguez?
28' Paulão mete a mão no ombro de Lisandro (viu amarelo por simulação). É penálti?
74' Bolívia pisa Tomás Costa. É intencional o gesto do jogador da Naval?
90'+2 A falta de Dudu sobre Cissokho é cometida dentro ou fora da grande área da Naval?
Jorge Coroado
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Não. O jogador da Naval dominou a bola com o peito e não com o braço. Não houve motivo para grande penalidade. Esteve bem o árbitro.
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Não houve qualquer infracção sobre Rodríguez. Este envolveu-se naturalmente com os adversários, e o contacto físico foiinevitável.
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Paulão cometeu falta para grande penalidade, Lisandro não simulou. O cartão amarelo não se justificava, e a marca dos 11 metros foi esquecida.
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O gesto foi fortuito epróprio de um jogo. Quem anda à chuva, molha-se. Não houve motivo para sanção disciplinar.
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Começou fora, mas acabou dentro. Deveria ter sido assinalada grande penalidade. Esteve mal o árbitro não cumprindo com a regra.
Rosa Santos
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Não. Dá-me a sensação de que a bola bateu no peito de Diego Ângelo. Não vejo razões para que fosse assinalada grande penalidade.
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Não há nada. Há uma confusão de pernas, mas não encontro motivos para que o árbitro apontasse para a marca dos 11 metros.
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Erro grave. Não se deve prejudicar um jogador com acção disciplinar quando o atleta tem razão. O árbitro revelou falta de coragem ao não marcar penálti.
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Não. Considero que este é um lance causal, não havendo, por parte do jogador da Naval, qualquer intenção de causar danos físicos ao adversário.
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O árbitro atrofiou as leis e mostrou falta de categoria. As novas regras indicam que há penálti nestes casos em que a falta é iniciada fora e termina na área.
António Rola
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Não. O jogador da Naval jogou a bola com o peito, não cometendo assim qualquer infracção passível de grande penalidade.
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Não. Rodríguez, tentando ultrapassar dois adversários, acabou por se desequilibrar sem que tenha existido qualquer falta sobre si.
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Interpretação errada do árbitro. Lisandro foi agarrado pelo ombro direito. Em vez de o ter advertido, o árbitro deveria ter sancionado penálti.
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Não. Bolívia pisou o jogador do FC Porto sem ter, no entanto, intenção de o magoar. Bem o árbitro ao nada considerar.
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Tendo em consideração a alteração desta lei, devia o árbitro sancionar penálti contra a Naval. A falta começou fora, mas tem efeito dentro da área.