05 janeiro 2009

Análise à Liga Espanhola

Rui Almeida Santos

Continua o passeio do Barcelona pela Liga Espanhola. Os catalães derrotaram o Maiorca e aumentaram a vantagem para o segundo lugar, agora ocupado pelo Valência, que bateu o Atlético de Madrid e assim ultrapassou o Sevilha. Já o Real Madrid suou para vencer o Villareal, relegando o “submarino amarelo” para lugares não europeus.

Em Foco:

Real Madrid 1 – 0 Villareal
(Arjen Robben, 31’)
Klaas Jan Huntelaar e Lassana Diarra (ou apenas Lass como o próprio gosta de ser conhecido) foram chamados, logo na primeira oportunidade, ao onze inicial de Juande Ramos. O técnico espanhol não foi de modas e apostou de pronto nas duas novas caras do plantel merengue.
O jogo frente ao Villareal não se adivinhava fácil, mas Ramos estava confiante que o “sangue novo” das suas contratações traria mais qualidade ao jogo “blanco”. De volta estava também Pepe, que já não jogava pelo campeão espanhol desde Novembro. E quanto a equipa se ressentiu da ausência do internacional português.
Do lado do Villareal, Pellegrini concedeu a titularidade ao turco Nihat, que habitualmente é suplente na turma canarinha. Sem mudar o figurino táctico (4-4-2), o treinador chileno confiava que a experiência de Pires e Senna seriam preponderantes para lidar com a pressão de jogar no Santiago Bernabéu.
O Real entrou melhor na partida e à passagem da meia hora inaugurou o marcador. Robben recebeu na direita, e num movimento fantástico ultrapassou todos os defensores que lhe apareceram pela frente, culminando o lance com um belíssimo pontapé indefensável para, o ex-meregue, Diego Lopez. Este lance viria a revelar-se fundamental para o desfecho da partida, visto que a equipa da casa conseguiu de segurar a vantagem até final.
O Villareal, por Pires e Nihat, este último na transformação de um pontapé de canto directo à baliza merengue, ainda tentou reagir, mas Iker Casillas demonstrou, mais uma vez, o porquê de ser considerado um dos melhores guardiões do planeta.
Sem convencer, o Real Madrid conseguiu o mais importante, a vitória. Ainda assim, denota-se algum défice no que toca ao jogo colectivo “blanco”, disfarçado pelos rasgos individuais das suas estrelas. É notório que Juande Ramos terá muito que afinar para que o Real carbure rumo a melhores exibições e resultados.

Resumo da 17ª jornada da Liga Espanhola:

Mais uma jornada, mais uma vitória “culé” na Liga Espanhola. Mesmo sem Messi, lesionado, o conjunto catalão continuou o percurso triunfante no campeonato vizinho. Ainda assim, o Barça não se livrou de um susto, quando Aduriz adiantou o Maiorca no marcador. Contudo, Henry, Iniesta, que regressou ao onze de Guardiola, e Touré deram a volta ao activo, carimbando mais uma vitória para o Barcelona.
Quem também venceu foi o Valência, numa das partidas mais esperadas da jornada. A recepção ao Atlético de Madrid prometia ser escaldante, e ambas as equipas demonstraram o porquê disso mesmo. Villa e Silva deram vantagem à equipa “ché”, mas Forlán reduziria em cima do intervalo, de grande penalidade. No segundo tempo, David Silva abriu o livro, e numa jogada individual fez o resultado final, favorável à equipa da casa. Miguel esteve em bom plano: fez uma assistência e “secou” Simão Sabrosa durante todo o jogo.
Já o Sevilha não conseguiu aproveitar o factor casa, e no Sanchez Pizjuan não além de um empate frente ao decepcionante Osasuna. O jogo foi bastante sofrido para a equipa da casa, que viu o seu opositor chegar à igualdade já em cima do minuto 90, por Pandiani.
Em grande forma continuam Deportivo e Málaga. A equipa de Zé Castro deslocou-se ao campo do sempre difícil Getafe, arrancando uma importante vitória na luta pela UEFA. Já o Málaga recebeu e venceu o Sporting de Gijón, com Duda em grande plano, ao fazer a assistência para o golo de Lolo.
No mais, o Almería, agora orientado pelo mexicano Hugo Sanchéz, voltou às vitórias, batendo em casa o Bétis de Sevilha. No mesmo registo, o Racing de Santander também venceu, suplantando o Valladolid. Finalmente, em jogo de aflitos, o Recreativo de Huelva bateu o Numancia, com o guarda-redes da equipa de Beto, Riesgo, em grande plano, ao defender duas grandes penalidades.

Confira todos os resultados e veja os golos da 17ª jornada da Liga Espanhola.


Golo da jornada:

Arjen Robben (Real Madrid)


5 comentários:

  1. Buenas,el Atlético una vez más no pudo con un grande,el Valencia.Tanto Barcelona como Real Madrid ganaron con ayuda arbitral,al Mallorca y Villarreal respectivamente.El Sevilla,en un mal partido,fué empatado por Osasuna en descuento,y el Deportivo de la Coruña,sin hacer ruido se ha metido en puestos UEFA adelantado al Villarreal.Para mí,el mejor gol de la jornada fué el de Iraola,del Athletic Club de Bilbao,saludos!
    www.atleti1903.blogspot.com

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  2. Devo confessar que estive indeciso entre os dois golos. O pontapé de bicicleta do Irarola foi muito bom, mas na minha opinião a jogada individual do Robben foi mais difícil de executar.
    Mas é claro que aceito a opinião. Afinal de contas, tento fazer os textos para dar um balanço para todos comentarem.

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  3. Barça, Barça, Barça, só dá mesmo Barça. As jornadas passam e a equipa da catalunha continua com o caminho apontado ao titulo que dificilmente perderá.

    Grande análise Rui. Um abraço.

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  4. Este ano o titulo será do BARÇA!!!

    Toda a gente criticava o Guardiola no inicio mas .....bastaram uns mesinhos para ele demonstrar o que sabe de futebol!

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  5. este golo tem mais classe por toda a jogada.
    o barça atropela tudo.lololol


    Por:MM

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