
Por: Rui Almeida Santos
Real Madrid e Barcelona venceram em casa, e aproveitaram da melhor forma o empate do Valência, primeiro classificado da tabela classificativa, e a derrota caseira do Sevilha, diante de um sensacional Málaga, que vai já na sua quarta vitória consecutiva.
Já no El Madrigal, Villareal e Atlético de Madrid deram vida ao jogo mais emotivo da oitava jornada, saldado num 4-4 final, muito por culpa de um português: Simão Sabrosa.
Villareal 4 – 4 Atlético de Madrid
(Senna 48', Llorente 51', Gonzalo 58', Rossi 67'; Simão 1', 83', Forlán 22', Raúl García 85') (Veja os golos)
O “Submarino Amarelo” subiu ao terreno de jogo assente num sistema de 4-4-2 clássico, com dois homem no centro do terreno e dois alas, Santi Cazorla e Robert Pirés, no apaoio à dupla atacante formada por Joseba Llorente e Giuseppe Rossi.
Já Javier Aguirre, técnico dos colchoneros, optou desta feita por mudar a forma de jogar, mudando do 4-4-2 para um 4-3-3, que nos momentos defensivos se transformaria num declarado 4-5-1, devido ao recuo dois dois extremos madrilenos: Simão e Maxi Rodriguez. O objectivo primordial passava por conferir à equipa maior controlo de jogo a meio campo, e apostar em rápidos lances de contra-ataque para tentar surpreender o adversário.
E o que é certo é que nos momentos iniciais da partida, a táctica delineada pelo técnico mexicano do “Atleti” resultou em cheio. Logo no primeiro minuto de jogo, Simão Sabrosa fez o primeiro da partida, num portentoso remate de fora da área com o seu pé direito. Sem hipóteses para o guardião Diego Lopez. Volvidos 21 minutos, o segundo para o Atlético. Novamente com Simão na jogada, o extremo português galgou vários metros no interior do meio campo do Villareal, e com o seu pé esquerdo serviu na perfeição o uruguaio Diego Forlan, que regressava nesta partida ao El Madrigal.
Tudo parecia correr bem ao Atlético. Só que, ao minuto 37, Ever Banega foi expulso, e deixou a equipa reduzida a dez elementos. Depois de Perea ter sido expulso frente ao Real Madrid, desta feita foi o médio argentino que saiu mais cedo para os balneários.
Os efeitos desta inferioridade numérica apenas se fizeram sentir no segundo tempo da partida. Marcos Senna, num remate de muito longe, fez o 1-2, num lance em que Leo Franco podia e devia ter feito muito mais. Um autentico frango do internacional argentino. Este golo serviu de alavanca impulsionadora para os jogadores do Villareal, que passados três minutos do golo de Senna, haveria de lograr chegar ao empate na partida. O espanhol Llorente, que havia conseguido um “poker” (quatro golos num só jogo) a meio da semana para Liga dos Campeões, frente ao Aalborg, fez o tento da igualdade, para delírio dos cerca de 21.000 espectadores presentes.
Apenas sete minutos volvidos, o 3-2 para a equipa canarinha. Em plena grande área, Robert Pirés aproveitou uma bola bombeada para a grande área colchonera, e com um toque ligeiro no esférico serviu na perfeição o central argentino Gonzalo Rodriguez para o golo. Estava consumada a reviravolta no marcador. Mas o “Submarino Amarelo” não haveria de ficar por aqui. Aos 67 minutos, o italiano Rossi, em jogada individual, ultrapassou Leo Franco e fez, com classe o 4-2. Era a loucura para os adeptos do Villareal, contrastando com o desanimo total dos colchoneros. A perder 4-2, com menos um homem desde os 37 minutos da primeira partida, poucos seriam aqueles que acreditavam numa recuperação madrilena.
Mas o que é certo é que ela realmente apareceu, alicerçada num final de jogo fantástico de Simão Sabrosa. Aos 83 minutos, o extremo português reduziu a desvantagem do Atlético para 4-3, num lance puro de contra-ataque. Apenas dois minutos depois, o balde de água fria para o Villareal: Raul Garcia, na sequência de um livre marcado por Simão, fez, de cabeça, o 4-4 final.
Num jogo de loucos, Javier Aguirre disse mesmo no final da parida que a sua equipa “renasceu quando estava morta”. Se foi milagre não sabemos, mas que algo de muito extraordinário se passou no relvado do El Madrigal este fim-de-semana, disso temos a certeza.
E se o Barça venceu, o Real Madrid não lhe ficou atrás. Com menos brilho, é certo, que os catalães, o campeão espanhol recebeu e venceu o Atletic de Bilbao por 3-2. Higuain bisou e Sneijder abriu o activo para o Real. Pelo Atletic marcaram Etxebarria e Iraola, na transformação de uma muito polémica grande penalidade.
Sorte diferente tiveram Valencia e Sevilha, primeiro e segundo classificado à entrada para esta jornada. A equipa “ché”, com Miguel e Manuel Fernandes no onze inicial, não foi além de um empate no campo do modesto Recreativo de Huelva. Nem mesmo o golo da praxe de David Villa valeu aos comandados de Unai Emery, que ainda assim conseguiram segurar a liderança da prova.
Já o Sevilha perdeu, no Sanchez Pijuán, frente ao recém promovido Malaga. Perante o seu público, os comandados de Manolo Jimenez sucumbiram perante um bem organizado Malaga, que ao vencer na capital da Andaluzia, conquistou a sua quarta vitória consecutiva. Adrián foi autor do único golo do encontro. O melhor que o Sevilha conseguiu fazer foi enviar uma bola à barra, por intermédio do ex - F. C. Porto, Luís Fabiano.
De mal a pior vai o Osasuna. Nem mesmo a chegada de José Antonio Camacho parece ter surtido efeitos positivos no plantel basco. Perante o seu publico, a equipa de Pamplona viu-se derrotada, por 0-2, pelo Bétis, que parece ter ganho gosto aos triunfos. Depois da vitória, na última jornada, frente ao Maiorca, mais um triunfo para os sevilhanos, que contaram com Nelson no onze inicial.
Também o Sporting de Gijón começa a acertar o passo na Liga. Depois de Osasuna, foi a vez do Deportivo da Corunha sentir na pele a fúria do Gijón. Três golos sem resposta deixaram a equipa de Zé Castro (não saiu do banco de suplentes) completamente atónita.
O Barcelona já esta perto do topo, é a minha aposta para o titulo. Acho que o Guardiola deu a estabilidade que o barça precisava.
ResponderEliminarEm sentido contrario esta o Camacho, que não consegue fazer o Osasuna dar a volta por cima.