
O EMPATE CLÁSSICO E UM LEÃO ENSINADO
Resultou do clássico um empate, o quinto no Estádio da Luz entre as duas equipas nos últimos dez anos. Tudo normal, portanto. Mas resultou também a perda da liderança do FC Porto mais de mil dias depois, que não é grave, mas é novidade.
O Benfica-Porto não foi um grande jogo. Talvez não se esperasse outra coisa à partida, mas, atendendo ao ritmo elevado com que os encarnados debutaram, chegou a parecer que podia estar-se, mais do que perante um grande jogo, à espreita de um frente-a-frente com resultados danosos para os portistas. Só que o relógio teve um pacto com a condição física, ou a falta dela, no caso do Benfica. O que se viu fez lembrar os casos recorrentes das equipas pequenas a quem a Taça premeia com uma eliminatória ante um grande, e depois acabam a pedir que o jogo acabe depressa. Na Luz há, parece, poucas pernas mas muitas atenções à vertente cardíaca. Talvez venha a dar jeito aos benfiquistas quando olharem a classificação depois de jogadas as duas próximas jornadas: com Paços de Ferreira e Sporting.
Sporting que chegou ao topo, em parceria com o Nacional. Os bracarenses sofreram o primeiro golo em partidas oficiais e perderam. Os leões fizeram pouco mais que um remate e ganharam. Seguiram a receita do Real Madrid poucos dias antes, com a diferença no número de tiros à baliza. Aprender, ainda que pouco, tem virtudes.
O Vitória de Guimarães, prejudicado na pré-eliminatória da Liga dos Campeões (a surpresa foi assim tão grande?), foi ganhar ao terreno do Marítimo. Se os vimaranenses dão mostras de recuperação, os madeirenses somaram a segunda derrota. O que não seria bom em nenhuma circunstância, pode ser assutador à beira de defrontar o Valência.
Vem aí a estreia oficial de Carlos Queiroz na segunda vez à frente da selecção nacional. Se Portugal somar seis pontos nos dois jogos, tudo normal. De outra forma...
Muito bom. Acredito que Portugal vencerá estes dois encontros.
ResponderEliminarTorçamos por Carlos Queiroz!
ResponderEliminarAbraço,
Felipe Moraes