02 agosto 2008

Benfica empata com PSG, com golos saídos do banco

Encarnados recuperaram de dois golos de desvantagem

Por Tiago Batista

Melhor, mas pouco.
O Benfica empatou a duas bolas frente ao Paris Saint Germain, na segunda jornada do Torneio do Vitória de Guimarães.
Quique Flores fez alinhar uma equipa mais próxima daquele que será o “onze” titular dos encarnados esta época, mas foi do banco que saltaram os golos com que a equipa da Luz recuperou de uma desvantagem preocupante.
Os quatro golos acabaram por resumir, praticamente, aquilo que de interessante se passou no Estádio D. Afonso Henriques, na cidade berço, com a excepção de um ou outro lance do PSG e de duas bolas na barra, por parte do Benfica.

Vantagem justa no descanso
Ao intervalo o marcador apontava 1-0 para os franceses, que abriram a contagem aos 38 minutos, por intermédio de Pancrate, numa jogada rápida. Depois de uma perda de bola infantil de Binya, à semelhança de Ed Carlos na partida com o Sporting, o Paris Saint Germain conduziu um contra-ataque mortífero, pela esquerda, que só terminou com a bola no fundo da baliza de Quim. O avançado recebeu um passe longo de Sessegnon e, isolado, fez o primeiro.
Dois minutos depois, Quim foi posto à prova, desta vez resolvendo o assunto, com uma palmada, que desviou para canto um remate rasteiro à entrada da área.
Pouco se via de um Benfica perdido em campo, sem fio de jogo, algo que, de resto, não é novo. Luisão voltou a apresentar-se muito lento, Maxi Pereira pouca profundidade deu ao ataque, Aimar pouco conseguiu mostrar, sendo ainda assim dos poucos que pôs ordem no jogo, e Nuno Gomes continua na forma que exibiu na época passada. Valeu às “águias” a energia de Binya no centro do terreno, que, embora falhando na construção de jogo, demonstrou vontade e disputa cada lance como se fosse o último. Mais jogadores houvesse com tanta disponibilidade física.

74 minutos de avanço
No segundo tempo, voltou a assistir-se a um Benfica de qualidade sofrível, especialmente no que à transição defesa-ataque diz respeito.
O técnico espanhol fez entrar Leo, Urreta, Makukula e Cardozo, para os lugares de Jorge Ribeiro, Balboa, Nuno Assis e Nuno Gomes. E trocas haveriam de tornar-se decisivas no resultado.
Com dois avançados possantes na frente de ataque, coube a Aimar e Carlos Martins servir o sector dianteiro.
Carlos Martins abriu as emoções da etapa complementar com um remate de longe à trave, que daria um golo de bandeira.
No entanto, acabou por ser o PSG a chegar ao 2-0, aos doze minutos, novamente por Pancrate. Rothen cruzou na esquerda, Sidnei teve uma falha incrível, a única no jogo, deixando a bola passar para o avançado concluir no coração da área, completamente sozinho. Só teve mesmo de dominar e tocar para fora do alcance de Quim.
Estava feito o 2-0 e o 8º golo sofrido pelo Benfica na pré-época. Números preocupantes, principalmente pela falta de ideias e estratégia que se vê em campo, jogo após jogo.

Quase “quinze minutos à Benfica”
A partir daí, os franceses recuaram e consentiram o domínio territorial ao conjunto da Luz, que, não sabendo exercer a pressão da melhor maneira, conseguiria aproveitar as poucas oportunidades de que dispôs.
Aos 74 minutos Makukula deu um pontapé na monotonia do jogo encarnado, com um golaço. Depois de tirar um adversário à entrada da área, o avançado atirou cruzado ao ângulo esquerdo da baliza de Landreau. O Benfica reduzia e relançava o jogo.
Cinco minutos depois, Cardozo empatou a partida. Depois de um lançamento longo de Binya, imagem de marca do médio, o paraguaio ganhou o ressalto dentro da área e, no limite do esforço, marcou de pé direito. Um toque com a ponta do pé, que levou a bola a cruzar a área e a entrar junto ao canto direito da baliza dos franceses.
Estava consumada a igualdade e por pouco não se consumou a reviravolta, ao minuto 90, quando Sidnei atirou ao poste, depois de um cruzamento de Urreta, no lado esquerdo. Por pouco não se assistiu a uns “quinze minutos à Benfica”, com três golos no último quarto de hora.
O apito final soou pouco depois, confirmando o empate e a repartição de pontos no torneio.
O Benfica tem ainda muito trabalho pela frente e pouco tempo até ao arranque das competições oficiais, quando espera ainda por mais reforços.
Parece não ter fim a indefinição no plantel e a demora em construir uma equipa à altura da camisola.
Na próxima segunda-feira, joga-se a última jornada do Torneio, entre Vit. Guimarães e Benfica, no jogo que irá decidir tudo.

Ficha de jogo: Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães Árbitro: Vasco Santos (Porto) Assistentes: João Santos e Tomás Santos

BENFICA: Quim; Maxi Pereira, Luisão (Miguel Vítor, 66m), Sidnei e Jorge Ribeiro (Léo, 46m); Balboa (Urreta, 46m), Binya, Carlos Martins (Fellipe Bastos, 69m) e Nuno Assis (Makukula, 46m); Aimar (Ruben Amorim, 54m) e Nuno Gomes (Cardozo, 46m). Suplentes não utilizados: Moreira, Edcarlos, Katsouranis, Nelson e Yebda.

PSG: Landreau; Ceara, Sakho, Camara e Armand; Clement e Mulumbu; Chantôme (Garcia, 59m), Sessegon (Bourillon, 60m) e Rothen; Pancrate (Boli, 59m). Suplentes não utilizados: Apoula, , Luyiundula, Hoarau, Traoré, Mabiala, Arnaud, Ngoyi e Sankhare.

Golos: Pancrate (39m e 57m), Makukula (74m) e Cardozo (79m). Disciplina: cartão amarelo para Armand (33m)

4 comentários:

  1. Excelente cronica, parabéns Tiago...

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  2. Foi un bom partido o de onte. O Benfica é un bom equipo es eguro que fai unha boa tempada.

    Um saúdo.

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  3. Ainda alguém me há-de explicar a diferença entre as fífias do EdCarlos e as do Sidnei. Até foram parecidas e tudo .... daqueles temos cá muitos e não custam 10 milhões ....

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  4. Realmente.... tens razão mas é assim, uns são filhos e outros enteados

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