23 agosto 2008

30 minutos de leão, bastaram!

O Sporting entrou hoje no campeonato com uma vitória frente ao promovido Trofense. Uma entrada de leão acabou com o jogo aos 30 minutos, quando ai vencia já por 3-0. O jogo fica marcado ainda pelo primeiro “caso” do campeonato, Paulo Baptista marcou um penalti a favor do Trofense, por indicação do seu auxiliar, numa falta cometida por Polga quase 2 metros fora da área. Polémicas à parte vamos ao resumo do jogo.

O primeiro onze de Paulo Bento nesta liga não contou com Caneira que começou o campeonato no banco, o que poderá ser uma evidência que, em jogos em casa frente a equipas teoricamente mais fracas, Paulo Bento aposte em laterais mais ofensivos.Do outro lado a equipa da Trofa não apresentou os 3 centrais no onze como se esperava, Miguel Ângelo ficou no banco e deu lugar a Ricardo Nascimento, que jogou no ataque no apoio a Hélder Barbosa e Lipatín.

A equipa de Toni não conseguiu assentar o jogo, muito devido aos nervos existentes dos seus jogadores. O Sporting não se fez de rogado e logo aos 4 minutos inaugurou o marcador por Tonel. Rochemback marca o canto do lado direito e o central surge ao primeiro poste a cabecear de forma fulgurante para o fundo da baliza.

O Sporting continuou completamente instalado no meio-campo do Trofense e não foi de admirar que voltasse a marcar por mais 2 vezes, antes dos 30 minutos iniciais.Primeiro aos 24 minutos, Izmailov faz o segundo golo numa jogada de recargas, o Russo de cabeça finaliza, depois de a bola vir da trave cabeceada por Djaló.Pouco depois, apenas 4 minutos, Derlei lança Romagnoli no lado direito da área, o argentino cruza para a área e o avançado leonino Yannick Djaló desvia de calcanhar, batendo Paulo Lopes pela terceira vez.

Era uma estreia muito negativa para o Trofense até aquele momento. Toni tinha de arriscar e fê-lo, quando lançou Zé Carlos e tirou o lateral esquerdo Areias. A equipa começou a tentar reagir e até teve alguns lances de perigo onde poderia ter marcado, aos 41 minutos, Ricardo Nascimento remata forte à entrada da área e obriga Rui Patrício a defesa apertada.

Pouco depois chegava o intervalo, onde Toni nunca esperaria estar já com um resultado tão desnivelado com toda a certeza.

Na segunda parte a equipa de Paulo Bento limitou-se a controlar o jogo e parar as poucas iniciativas dos homens da Trofa.

Até que aos 58 minutos, Anderson Polga trava Edu Souza quando este estava isolado. O árbitro auxiliar assinala grande penalidade, mas a falta foi cometida cerca de dois metros antes da área. Foram muitos os protestos pelo erro grosseiro da arbitragem. Anderson Polga foi bem expulso.Na transformação da grande penalidade, Pinheiro engana Rui Patrício e reduz a desvantagem.

Poderia ai ficar relançado o jogo, mas os pupilos de Toni não conseguiram voltar a marcar. Até teve oportunidades para isso, aos 71 minutos Hélder Barbosa surge a cruzar com perigo do lado esquerdo, tenso e com muita força, mas a defesa do Sporting afastou. Pouco depois, Mércio surgiu ao segundo poste, na sequência de um canto a rematar por cima. Podia ter feito melhor. O Trofense estava melhor no jogo e até esteve mais perto de fazer o segundo do que o Sporting conseguir o quarto, mas a vantagem dos verdes e brancos foi suficiente para ficar com os 3 pontos.

Foi uma boa entrada do Sporting no campeonato. Paulo Bento era um homem satisfeito no final da partida, apesar de mostrar preocupação pela arbitragem.
Estádio José Alvalade
Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre)
Sporting: Rui Patrício, Abel, Tonel, Polga, Grimi, João Moutinho, Rochemback, Romagnoli (Caneira, 61), Izmailov, Derlei (Hélder Postiga, 90), Yannick (Pereirinha, 81)

Trofense: Paulo Lopes, Zamorano, Valdomiro, Milton do Ó, Areias (Zé Carlos, 40), Delfim, Mércio, Pinheiro (Rui Borges, 70), Ricardo Nascimento, Lipatín (Edu Souza, 46), Hélder Barbosa

Marcadores: 1-0, Tonel (5m); 2-0, Izmailov (24); 3-0 Yannick (28); 1-3, Pinheiro (60 g.p.)

6 comentários:

  1. Boa vítoria do Sporting na casa e é unha boa maneira de começar a Líga.

    Um saúdo.
    http://marcador-deportivo.blogspot.com/

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  2. Primeira jornada e primeiro erro grosseiro de uma equipa de arbitragem... Mais do mesmo

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  3. O Sporting teve um rugido muito forte para o Trofense. Quando a equipa da Trofa quis reagir já era tarde, muito tarde...

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  4. O Sporting entrou muito forte e a primeira parte fazia prometer uma goleada.
    O jogo ficou mesmo manchado pela arbitragem, Paulo Bento já tinha previsto...

    Cumprimentos.

    http://leaorampante.blogspot.com

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  5. Jornal Record:

    Contra o coro de críticas, protestos e até ameaças que começaram em Paulo Bento e se espalharam em rede por comentadores encartados, ex-árbitros-comentadores e outros especialistas, o penálti assinalado pelo juiz-auxiliar Luís Ramos, que o árbitro Paulo Baptista confirmou, foi bem assinalado. Tem, pelo menos, uma base regulamentar aplicável. Trata-se, de resto, de uma conhecida recomendação do International Board, a que a FIFA deu seguimento, e que, pelo menos os senhores árbitros tinham obrigação de conhecer, a começar pelo sr. Paulo Baptista.

    Que diz a tal recomendação? Que os senhores árbitros, perante um jogador defensivo que inicie uma acção faltosa sobre um atacante fora da grande área (por ex., um agarrão), que venha a terminar dentro da grande área, devem assinalar grande penalidade! Precisamente o que aconteceu (o agarrão do texto da recomendação é apenas um exemplo) no jogo de sábado entre o Sporting e o assustador Trofense.

    O mais surpreendente em tudo isto foram as proporções do protesto “oficial” leonino em relação a uma jogada quando a equipa já ganhava, não ao FC Porto ou ao Benfica, mas ao Trofense, e por uma margem folgada (3-0), uma jogada, como se viu, sem consequências para os donos da casa (a expulsão de Polga era inevitável, em qualquer circunstância). Mas eis que, de súbito, como se se tratasse do principal jogo da jornada, colunistas, especialistas e alguns jornalistas apareceram a fazer amém às queixas de Paulo Bento, arrasando, não o árbitro Paulo Baptista, que pôs o rabinho de fora, reconhecendo um erro que não cometeu, mas o pobre juiz auxiliar Luís Ramos.

    Um jornal desportivo, como quem colabora para o clima de violência social de um País que deixou de ser de brandos costumes, anunciava ontem em parangonas balísticas que “Luís Ramos está sob a mira da SAD leonina”. O que é preocupante, para lá do surto de amnésia colectiva sobre normas regulamentares que deviam ser conhecidas, e respeitadas, é a dimensão das reacções a uma decisão de uma equipa de arbitragem, sem consequências, num jogo em que os donos da casa esmagaram o seu frágil adversário. O que não seria, se fosse num jogo importante e uma decisão com influência no resultado?

    As generalizações sobre a arbitragem feitas pelo treinador do Sporting, antes e depois deste caso, no seu estilo sincopado e repetitivo, mostram, aliás, um Paulo Bento tenso e irritável (como se viu nalgumas respostas a jornalistas), o que constitui para mim, que o tinha por um homem tranquilo, uma surpresa. E um mau sinal para, como acentua sempre o doutor Hermínio, esta Liga Sagres…sem álcool.

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  6. entramos com o pé direito e isso é muito bom, e o jogo resolve-se no iniciou do tempo E NÃO NO FIM COMO ALGUNS, vivs a sporting

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