21 abril 2021

"Não tenho dúvidas que o FC Porto acertou em cheio", diz ex-Benfica sobre reforço dos dragões; Sporting vai tentar impugnar no TAD decisão sobre castigo de Rúben Amorim

O Sporting vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) para tentar impugnar a decisão do Conselho de Disciplina (CD) da FPF relativa ao castigo de 15 dias aplicado a Rúben Amorim, na sequência da expulsão no final do jogo com o Famalicão.
"Este Conselho de Disciplina despreza a verdade dos factos", lamentam os leões num comunicado duro emitido esta quarta-feira.
O recurso ao TAD não tem efeitos suspensivos sobre o castigo, ou seja, Amorim terá de cumprir na íntegra a sanção do CD que, refira-se, termina na segunda-feira dia 26 de abril. O técnico, de 36 anos, continuará assim na bancada esta noite na receção ao Belenenses SAD e não poderá, também, orientar a equipa no encontro do próximo domingo com o Sp. Braga. O primeiro de três jogos de afastamento, nestes 15 dias de suspensão, foi cumprido em Faro.
Rúben Amorim garantiu, publicamente, que não disse parte das expressões que lhe foram imputadas pela equipa de arbitragem liderada por Rui Costa, concretamente a frase "conseguiste o que querias." Essa frase foi enquadrada pelo CD como "denúncia caluniosa" e fundamentou parte do castigo. O desmentido do treinador não foi valorizado pelo órgão diciplinar da FPF, que preferiu manter a versão relatada por Rui Costa. O árbitro principal, recorde-se, expulsou Rúben Amorim com base na informação que lhe foi transmitida pelo assistente Nuno Manso. O Sporting pretendia reduzir a pena, de modo a que Amorim pudesse voltar ao banco no importante desafio com o Sp. Braga.
Ora, no comunicado que acaba de difundir, a SAD verde e branca questiona o procedimento do Conselho de Disciplina, e em particular, neste caso, do Pleno do Conselho de Disciplina, a quem competiu analisar o recurso da decisão que saiu, num primeiro momento, do processo sumário. Nessa sede, diga-se, Amorim já havia garantido que não usou a expressão "conseguiste o que querias", validando apenas afirmações injuriosas que, assegurou, não seriam dirigidas à equipa de arbitragem.
Esta versão é reiterada em comunicado pelo Sporting, que deixa críticas contundentes ao CD.
"A Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD lamenta que o caminho seguido pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (...) seja o da não transparência, optando por decidir não tendo como base a evidência da prova. Estando ao seu alcance a obtenção da mesma, resulta incompreensível entender o desprezo pela verdade dos factos", começam por argumentar os leões, antes de sublinharem a sua versão dos factos e de revelarem detalhes sobre o processo.
"O treinador Rúben Amorim não utilizou as palavras que lhe são imputadas no relatório do árbitro e, sobretudo, não as dirigiu à equipa de arbitragem. O elemento da equipa de arbitragem que o ouviu e entendeu dar indicação de expulsão encontrava-se de costas, conforme registos em vídeo que o comprovam. No recurso apresentado, foi requerida a inquirição como testemunhas dos senhores Rui Costa (árbitro principal), Nuno Manso (árbitro assistente n.º 1) e João Malheiro Pinto (4.º árbitro), bem como a junção aos autos da gravação registada pelo sistema de comunicação da equipa de arbitragem no momento da expulsão do treinador. O Conselho de Disciplina, incompreensivelmente, rejeitou a junção da gravação e rejeitou a inquirição dos senhores árbitros, optando somente por lhes perguntar, por escrito e sem fornecer qualquer elemento adicional, se confirmavam as palavras que haviam reproduzido no relatório – o que os mesmos, como seria de esperar, fizeram", lamenta a SAD leonina.
"A Sporting CP SAD assinala que a presunção de veracidade de que goza o relatório do árbitro, constituindo uma inversão excecional ao princípio da presunção de inocência, só se mostra admissível na medida em que se permita aos arguidos toda a latitude na demonstração de eventuais erros de apreciação vertidos nos relatórios, e na medida em que o Conselho de Disciplina não se demita do seu dever indeclinável de investigar os factos, procurar a verdade e avaliar a existência de fundamento para a aplicação de uma sanção disciplinar. A rejeição de meios de prova obviamente pertinentes, úteis e indispensáveis à aclaração da verdade dos factos não serve o interesse da justiça disciplinar nem da verdade desportiva. A Justiça desportiva tem obviamente de ser célere; mas tem de ser Justa, não se pode satisfazer com o papel de justiça formal", prossegue o emblema de Alvalade, considerando que "é absolutamente incompreensível que, estando em causa palavras alegadamente proferidas e que, com toda a probabilidade, terão sido gravadas pelo sistema de comunicação da equipa de arbitragem, se rejeite e inviabilize a utilização desse meio de prova e a audição, com contraditório, dos autores do relatório."
"Conclui-se assim, e à semelhança de casos recentes, que este Conselho de Disciplina despreza a verdade dos factos, preferindo sancionar os agentes desportivos de forma cega e acrítica, demitindo-se das suas verdadeiras funções", acusa ainda o Sporting, que "apoiará o treinador Rúben Amorim na impugnação judicial da sanção aplicada e mantida pelo Conselho de Disciplina."

"Não tenho dúvidas que o FC Porto acertou em cheio". Renato Paiva, treinador do Independiente del Valle, "aprovou" a contratação de Pepê, extremo brasileiro do Grémio, pelo FC Porto para a próxima época, em simultâneo com uma descrição das principais qualidades do mesmo e uma comparação a dois atletas portistas.
"É um jogador explosivo, que finta em condução e em velocidade. Finta para qualquer lado, é muito imprevisível, é muito criativo. (...) É mais um jogador na linha do Corona, do Otávio, de jogadores muito tecnicistas, que executam muito rápido. Não tenho dúvidas que o FC Porto acertou em cheio", afirmou o técnico à Antena 1.
Renato Paiva teve a oportunidade de ver Pepê a jogar bem de perto na segunda mão da terceira eliminatória da Taça dos Libertadores, na qual o Independiente del Valle voltou a derrotar o Grémio e acedeu, ineditamente, à fase de grupos da competição.
O extremo, de 23 anos, vai deixar o clube brasileiro, que representa desde 2016, para rumar ao Estádio do Dragão e atuar com o emblema portista ao peito. O negócio, feito por 15 milhões de euros, ficou confirmado em janeiro último. Pepê assinou até 2026.

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