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19 novembro 2011

"Crise vai deixar fãs em frente à TV, mas "desporto-rei" tem futuro" - Lusa

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A indústria do futebol é um dos setores afetados pela grave crise económica global, sobretudo nos patrocínios, mas o consultor financeiro britânico Dan Jones acredita no futuro do "desporto-rei", mas com cada vez mais adeptos de sofá.
"Com a evolução da crise, o impacto está agora a ser sentido pelo consumidor, devido às várias medidas governamentais. Os dias de jogo e as receitas de bilheteira estão agora sob maior pressão. A área que tem estado mais incólume é a das transmissões televisivas e, particularmente, os canais pagos", disse o diretor da divisão de desporto da consultora Deloitte, em entrevista à agência Lusa.
Citando o exemplo da cadeia televisiva britânica Sky, no Reino Unido, Alemanha e Itália, Jones destacou o "imenso sucesso no aumento de subscritores e nas quantias que esses subscritores gastam".
"Mesmo numa recessão, as pessoas querem a sua 'pay tv' (tv paga) e não há nada como o futebol para fazer com que as pessoas paguem para ver televisão. As pessoas vão ficar por casa. Há uns quatro anos, podiam sair, comer uma refeição e passar um serão fora. Agora, vão ficar e comer em casa, mas precisam do entretenimento. Em vez de procurar entretenimento, vão levá-lo para dentro de casa", explicou.
Sobre o endividamento crescente dos clubes de futebol, nomeadamente os "três grandes" portugueses -- Benfica, Sporting e FC Porto, que só à Banca devem cerca de 350 milhões de euros em conjunto -, o perito financeiro defende um "plano a longo prazo, a 10/15 anos" para recuperar "uma posição sólida".
"A coisa boa no futebol é que não há sinais de que esteja a ficar menos popular. É o maior desporto do Mundo e daqui a 50 anos vai continuar a sê-lo. É possível fazer um plano para ver como vamos chegar onde queremos. É irrealista dizer que vamos pagar as dívidas para o ano. É uma questão de fazer com que os bancos tenham a paciência. Para ser honesto, não sei se os bancos têm alternativa senão continuarem a apoiar os clubes", continuou.
Dan Jones referiu que, até agora, antes das diversas medidas de austeridade começarem a afetar o cidadão comum "o maior golpe na área das receitas aconteceu nos patrocínios e nas parcerias com essas companhias nos estádios ("corporate hospitality") porque as empresas ficaram mais cuidadosas na forma como gastam o dinheiro e esse investimento até era mal visto".
"O futebol tem tido uma boa recessão até agora. Não tem sido imune, mas tem resistido. A economia do futebol tem crescido, a um ritmo mais lento do que costumava, mas está bem. Muitos outros setores industriais adorariam ter a recessão que o futebol tem estado a ter", concluiu.

27 setembro 2010

Taça de Moçambique

0 Foras-de-jogo
Este fim de semana o Moçambola deu lugar às meias-finais da Taça de Moçambique. 
No jogo entre equipas mais credenciadas, o Maxaquene jogando em casa, goleou o Textáfrica por 5-0 na melhor exibição da época!
Na outra meia-final o Vilankulo F.C. foi vencer a Lichinga, província do Niassa a equipa local, o F.C. Lichinga por 2-1.
Com estes resultados termos uma final inédita, como seria sempre quaisquer que fossem os resultados, visto que o Vilankulo e o Lichinga nunca tinham chegado a esta fase da prova.
Deixo aqui uma nota negativa para o comportamento do público de Lichinga que não aceitou com desportivismo a derrota, atirando pedras e latas à equipa de arbitragem, obrigando a Polícia a disparar para o ar.
(Foto do Maxaquene-Textáfrica)

A final disputar-se-á no dia 14 de Novembro no Estádio da Machava em Maputo.

22 abril 2010

Quando o importante é ter a bola

2 Foras-de-jogo



Após uma primeira meia-final riquíssima em termos táticos, seguiu-se uma segunda meia final que opunha dois treinadores da minha preferência: Puel, um taticista tipicamente Francês e Van Gaal um fiel seguidor da escola Holandesa.
Dois “futebois” de qualidade mas diferentes, duas equipas com bons talentos mas que valem sobretudo pelo seu todo.

Até ao minuto 37 tivemos um Bayern bem á imagem do seu técnico e tudo parecia indicar que os Alemães iriam ser sempre a equipa a mandar na partida.
Uma equipa posicionada ofensivamente de forma larga, com o objectivo de “pisar todos os pedaços de relva” do terreno, através de uma boa e rápida circulação de bola, muitas variações de flanco na tentativa de encontrar desequilíbrios adversários e também na tentativa de “cavar” situações de 1x1 para Ribery ou Robben resolverem. Excelente noção de quais os espaços para pausar ou acelerar o ritmo de jogo de forma a surpreender os Franceses.
No fundo, uma equipa com um pouco de tudo daquilo que marca um futebol estético: circulação de bola com qualidade e sentido mas com espaço para a criatividade das suas peças mais talentosas.
Aliás, nesse sentido Van Gaal optou até por colocar os jogadores trocados nas alas (como tem feito com regularidade), por forma a apostar em diagonais interiores com finalização.

O Lyon viajou a Munique para apostar num futebol cauteloso e expectante.
Apostado num 4-2-3-1, colocou em campo jogadores capazes de interpretar com a mesma qualidade os momentos defensivos e ofensivos (Lisandro é um caso evidente disso mesmo).
Ao contrário da equipa da casa, optaram por um posicionamento mais fechado, com todos os elementos da equipa mais próximos no sentido de reduzir espaços, mas também em termos ofensivos para evitar passes de risco e possíveis perdas de bola que poderiam ser fatais, face á velocidade dos atacantes Bávaros, face á qualidade dos Alemães nas transições ofensivas.
Contudo o posicionamento dos Franceses retirou-lhes capacidade para circular a bola. No momento da recuperação da posse, por se “estenderem” pouco no terreno, foram sendo facilmente cercados e a bola raramente esteve períodos de tempo dignos de registo nos pés dos jogadores do Lyon.
Esta incapacidade para reter a bola em seu poder, obrigou a equipa a apostar em situações individuais de penetração. Foram inúmeras as tentativas dos atacantes Francenses em furar com bola nos pés, naturalmente sem grande êxito, pois quando se joga “a top” nunca é fácil resolver os problemas colectivos com raídes individuais pouco lúcidos.


Mas este jogo viria a conhecer outra História, quiça decisiva para as aspirações Bávaras.
Num lance ingénuo de Ribery, o Francês, até então o mais rematador da partida, é expulso de forma justa e coloca o Bayern com duas contrariedades: fica a jogar com 10 e perde o mais influente dos seus jogadores.

O que esperava então?
Um Bayern mais recolhido, na tentativa de evitar sofrer golos em casa, adiando a decisão da eliminatório para a 2ª mão.
E esperava-se um Lyon a correr mais riscos, mais estendido, com mais capacidade para ter bola, fruto da superioridade númerica.

A verdade é que Van Gaal vai provando que é um treinador de grande nível, um grande estratega.
Retira Olic, coloca Tymoschuk como duplo pivot com Pranjic, mantém Robben á direita, empurra Muller para o corredor esquerdo e coloca Schweinsteiger como médio mais ofensivo (falso avançado).
Durante 8m, vimos um Bayern por cima. Ou seja, mesmo com dez nunca se esqueceram do mais importante num jogo, ter a bola.
Se é verdade que o jogo do Bayern começou a ser mais vertical e individualizado, não é menos verdade que o arranjo táctico de Van Gaal garantiu consistencia, mobilidade ofensiva e capacidade para o Bayern não alterar a matriz de jogo que o caracteriza: uma equipa agressiva em termos ofensivos.

Depois, bom, depois a história resume-se facilmente.
Toulalan é expulso e o Bayern em igualdade númerica acentuou a sua supremacia e arriscou ainda mais em termos ofensivos.

Vitória justa do Bayern, que me parece uma equipa muito interessante do ponto de vista estético mas que ainda revela, aqui e ali, dificuldade para se manter equilibrada nas transições defensivas, sobretudo frente a equipas que se atrevam a atacar e a assumir o jogo.

21 abril 2010

A subversão de uma ideia

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A generalidade da crítica futebolística dirá que o Inter fez um jogo competente, neste “primeiro round” frente ao FC Barcelona.

Para tal, muito terá contribuído a forma eficaz como o Inter defendeu, optando por povoar o seu meio campo defensivo com muitos elementos, concentrando-os sobretudo em zonas centrais. Eliminando Messi através de um preenchimento dos espaços que o astro Argentino costuma pisar com maior frequência.
E posteriormente simplicidade nos movimentos ofensivos. Procura incessante por passes de ruptura para as costas da defensiva Catalã na tentativa de explorar a velocidade e intuição de avançados com Milito, Etoo e Pandev e procurando tirar partido da forma aberta como se costuma posicionar a equipa do Barcelona, explorando portanto os “espaços” que derivam desse futebol ofensivo e corajoso nos momentos de perda da posse.

Contudo tenho que admitir que fiquei um pouco desiludido, não com o Inter mas sim com José Mourinho.
Julgo até que o Futebol Italiano e a exigência de resultados têm obrigado Mourinho a adulterar as suas ideias estruturais em termos de concepção de Jogo.

Deste sempre que acompanho com grande interesse a carreira de José Mourinho.
E quer nas suas entrevistas, quer em campo, José Mourinho era fiel ás suas ideias.
Sempre defendeu que é preciso ganhar jogando bem. Naturalmente que jogar bem é uma definição subjectiva, cada treinador terá uma definição muito sua do que é jogar bem.
Mas Mourinho sempre foi claro: jogar bem passa pela interligação entre pressão alta (zona pressing) e posse de bola.
Ou seja, dois conceitos diferentes mas que se interligam. Ou seja o pressing, segundo a concepção de Mourinho, seria sempre um meio para atingir um fim: a posse de bola.

No fundo Mourinho não renegava o resultado, a importância do resultado,que está naturalmente inerente ao futebol de alto rendimento, mas obrigava-se a consegui-lo de forma estética e baseado em princípios próprios, bem definidos e os quais parecia defender até á morte.

Contudo a aventura de Mourinho em Itália tem alterado a imagem deste fantástico treinador.
A pressão do resultado tem-no afastado, ainda que de forma “sorrateira”, do futebol que defendeu como sendo o seu.
Pouco a pouco tem-se perdido a estética, tem-se perdido o gosto pelo pressing alto para se conseguir o mais importante do Jogo: o ter bola, a posse de bola.

O jogo contra o Barcelona é o exemplo máximo disso mesmo.
É verdade que é muito difícil, actualmente, jogar contra o Barcelona de igual para igual, pois nos Catalães está enraízada uma cultura de jogo muito forte, uma identificação de todos os jogadores com um jogar muito próprio (o “titi taka” de Guardiola).
Ainda assim, julgo que Mourinho acaba por subverter em demasia as suas ideias.
Apresentou-se em San Siro num 4-2-3-1, em bloco baixo, com a equipa a defender no seu meio campo defensivo para aí, nesse espaço, ser agressivo e pressionante na bola.
E abdicou da posse, da circulação inteligente da bola, para “investir” excessivamente em passes em profundidade, a explorar as capacidades individuais dos seus 3 homens da frente.
Aos 10, 15m de jogo o Inter já contabilizava 5 foras de jogo contra 0 do Barcelona, Motta já havia tentado no momento da recuperação da posse...colocar de imediato a bola nas costas da defensiva catalã.
Ou seja, Mourinho acaba de subverter por completo os seus princípios.

E se em cada jogo existe a componente estratégica do jogo, ou seja pequenas adaptações que permitam tirar partido das fraquezas dos adversários, a verdade é que Mourinho mais do que operar alterações do foro estratégico, operou alterações profundas a nível da sua concepção de jogo, algo que já era visível na Liga Italiana mas que ficou ainda mais patente neste jogo da Champions.

Será esse o preço a pagar para conseguir a tão desejada Liga dos Campeões pelos Nerazurri?

13 abril 2010

E tudo Aimar mudou...

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Em Dezembro falei aqui do poder da diferença e de um Benfica com e sem Pablo Aimar. Volto quatro meses depois e após 45 minutos que chegam para mostrar que "El Mago" vive numa outra galáxia. Se Jesus fosse um super-heroí Aimar seria o seu super-poder, é verdade que não o temos em full time mas ainda assim o 1o argentino mostra que é, pelo menos para mim, o melhor jogador deste campeonato.

A dinâmica que emprega no jogo encarnado é fascinante, a qualidade de passe, de movimentos com e sem bola, a forma como executa, os pormenores técnicos, tudo em Aimar me faz sorrir. Era bom ver mais jogadores assim no nosso campeonato.

Com mais uma vitória a equipa encarnada caminha para um título que já merece à muito, veremos o que acontece nas últimas quatro cenas de um filme que só pode ter dois finais, o Benfica vencer, ou o Benfica não vencer, porque pela qualidade, mais nínguem merece este título.

11 janeiro 2010

Quanto valem as marcas dos clubes portugueses

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Segundo um estudo da BBDO Consulting, do grupo internacional de publicidade Omnicom, a marca Benfica ocupa a 17ª posição do ranking europeu, com um valor de 318 milhões de euros. O FC Porto ficou no 21º lugar, com uma marca avaliada em 255 milhões. O Sporting não aparece na lista dos 25 maiores clubes. Este ranking é liderado pelo Real Madrid (M€ 1063), seguido por Barcelona (M€ 948), Manchester United (M€ 922), Chelsea (M€ 828) e AC Milan (M€ 824). A BBDO analisou parâmetros de avaliação como a popularidade, imagem, simpatia e lealdade dos adeptos, além da performance económica ao nível dos resultados de exploração, receitas de marketing, patrocínios e bilheteira.

Estes rankings que tentam aglutinar diversas componentes têm sempre um índice elevado de subjectividade. Não surpreende, portanto, que outros estudos apresentem resultados completamente diferentes. Em 2007, por exemplo, a Interbrand - utilizando um método denominado como "economic use" - atribuia um valor de 107 milhões à marca do Benfica (FC Porto: M€ 73, Sporting M€ 66). Em Julho de 2008, a MyBrand fez uma avaliação do chamado EVA ("economic value added") do grupo FC Porto e atribuiu um valor de 291 milhões à marca portista, a pouca distância das marcas de gigantes europeus como o Real Madrid (M€ 340) ou o Manchester United (M€ 331).

(Fonte: Jornal O JOGO, 11 Jan.)