Kevin Trapp vê confirmado o pior diagnóstico e fica fora de competição o resto do ano. O guarda-redes lesionou-se num ombro, no jogo do campeonato com Union Berlim, na sexta-feira. Aguentou toda a partida, mas após os exames realizados veio a confirmação de que Trapp só voltará à competição em 2020.
O primeiro jogo que o internacional alemão vai falhar é frente ao Vitória de Guimarães, na quinta-feira, a contar para a fase de grupos da Liga Europa.
Contratado ao PSG, depois de ter sido tentado pelo FC Porto, Trapp, de 29 anos, era titular do Eintracht Frankfurt. Será substituído pelo internacional dinamarquês Frederik Ronnow, contratado ao Brondby na época passada e que ainda não se estreou esta temporada.
"Zenit? Benfica não é favorito". Aleksandr Mostovoi considera que o Benfica não é favorito para o jogo de quarta-feira frente ao Zenit, da Liga dos Campeões. Em entrevista à TSF, o antigo internacional russo e jogador das águias diz que, ainda assim, esta é uma boa altura para a equipa portuguesa defrontar o Zenit.
"Não creio que o Benfica seja favorito. Vai jogar fora... o Zenit no seu campo é forte... com um estádio bonito, estádio cheio... não sei, mas este momento o Benfica pode aproveitar. É o melhor momento para o Benfica jogar com o Zenit. Por exemplo, um par de semanas antes diria que o Benfica tinha poucas possibilidades, mas agora não, porque o Zenit, sobretudo no último jogo, não jogou bem. Aliás, jogaram bastante mal", afirma Mostovoi à TSF.
O Benfica precisa de pontuar para compensar a derrota na Luz com o Leipzig na 1ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões e Mostovoi explica na TSF os pontos fortes do Zenit: "Quando não conseguem jogar pela relva, como equipa, pegam na bola e jogam longo no Dzyuba, que é muito alto. Ou então exploram a velocidade do Azmoun. Quando o meio campo não consegue jogar, aproveitam ter um jogador tão alto e tão forte, pegam na bola e ganham 50 metros batendo na frente."
"O Benfica tem de estar atento ao Dzyuba que é muito corpolento e com o Azmoun que é muito rápido. Refiro-me ao que fizeram no último jogo frente ao Lokomotiv, que ganhou ao Zenit em muitos aspetos."
Mas o Benfica também pode aproveitar algumas fragilidades do Zenit. Mostovoi refere que alguns jogadores da equipa russa não têm muita velocidade: "Este Zenit tem bastantes estrangeiros, - dos 11 jogadores titulares sete não são russos - sobretudo na defesa e no meio campo. É uma equipa que joga bom futebol mas têm alguns problemas. Não são rápidos... o principal ponto fraco deles é que são lentos. O Ivanovic e o Rakitsky são os defesas, os médios jogam bom futebol mas comparando com outros jogadores não são tão rápidos. No último jogo frente ao Lokomotiv perderam e não jogaram bem... é uma coisa que o Benfica pode aproveitar."
Na Rússia já se começa a sentir algum frio. Pode ser um obstáculo para equipa portuguesa? Mostovoi responde: "Não, não, isso não. Menos ainda em São Petersburgo porque eles têm um estádio coberto. Se fizesse frio podiam fechar a cobertura. Mas agora frio, não... estão 10/12 graus, por aí..."
Tomané recebeu proposta de um dos três grandes, este verão. O ponta-de-lança, de 26 anos, esteve em destaque na última temporada e optou por trocar o Tondela pelo Estrela Vermelha. Em entrevista à RR, o avançado explica porque preferiu deixar o campeonato português.
"Houve a possibilidade de jogar num dos três grandes, mas não se concretizou. Para um jogador português conseguir um bom contrato em Portugal, tem de vir de fora. Dificilmente acontece. A realidade é que poderia ter continuado em Portugal, tive outras abordagens, algumas públicas, outras não, mas a minha decisão foi sair do país", começa por contar.
A possibilidade de se estrear na Liga dos Campeões e um contrato financeiramente vantajoso foram os principais motivos que convenceram Tomané a assinar pelo gigante sérvio.
"É um clube grande, posso jogar na Liga dos Campeões e, financeiramente, também era um projeto muito bom. O clube sempre me quis, mais do que os outros. Poderia ter vestido a camisola de um grande, mas o mais importante era um clube que me quisesse muito e que me desse a oportunidade de jogar, a juntar à oportunidade da Liga dos Campeões, que era um objetivo grande. Posso lutar para ser campeão e para conquistar títulos. O Estrela Vermelha deu a oportunidade de juntar os aspetos desportivo e financeiro", explica.
De um extremo para o outro, Tomané foi de lutar para evitar a despromoção para a pressão de conquistar troféus, uma diferença que considera positiva: "É uma pressão diferente. Um ambiente em que, semana após semana, a derrota é quase consecutiva não é tão produtivo como uma equipa que ganha quase sempre. Respira-se de outra forma, é uma pressão boa para ganhar. Mais vale lutar por troféus do que para não cair, como na última época, que foi até ao fim".
Tomané foi anunciado como reforço do Estrela Vermelha a 2 de julho, a poucos dias do arranque da SuperLiga sérvia. O avançado português quase não integrou a pré-época do clube, que já estava em competição na Champions, mas fala de uma adaptação rápida.
"Tem sido fácil. Não fiz a pré-época, as coisas tentaram acelerar-se e tive uma rutura. Voltei, joguei a titular e marquei. Tenho entrado na Liga dos Campeões e já falhei um jogo da Liga por um traumatismo. Mesmo com estas dificuldades que têm atrasado a adaptação, tem sido ótimo. Todos me receberam bem, a vida é boa e passa-se uma imagem errada do país, que é seguríssimo", afiança.
No Estádio João Cardoso, Tomané jogava perante uma média de dois mil adeptos. Esta época, são cerca de 50 mil a apoiar o Estrela Vermelha, no icónico Estádio Marakana: "É um estádio mítico. O túnel é imponente e as equipas receiam um pouco jogar aqui, é muito difícil vir jogar aqui ao estádio. É um ambiente de 50 mil pessoas que eu nunca vi igual. A favor, é muito melhor, claro. As equipas passam mal neste estádio".
Tomané estreou-se na Liga dos Campeões como suplente utilizado, na Suíça, frente ao Young Boys. Representou o cumprir de um sonho, depois de já ter jogado na fase de grupos da Liga Europa, em 2013/14, com o Vitória de Guimarães.
"Foi o realizar de um sonho, mais um. Vim para poder jogar a Liga dos Campeões, acho que é aquilo que todos pensam jogar. É muito diferente do que jogar com 500 ou 1000 adeptos, como em Portugal. Aqui, jogamos com estádios cheios. Ouvir o hino da Champions, orgulho-me muito do que consegui com o meu trabalho", conta.
O Estrela Vermelha garantiu mais uma presença na fase de grupos da Liga dos Campeões, após ter eliminado FK Suduva, HJK e Young Boys, nas pré-eliminatórias. Na próxima ronda, mede forças com Bayern de Munique, Tottenham e Olympiacos, um grupo de elevada dificuldade.
"Em termos pessoais, quero jogar, desfrutar e dar o meu máximo. Quero dar-me a conhecer. Em termos coletivos, não temos pressão nenhuma. Conseguimos o objetivo de chegar à fase de grupos, agora vamos dar o máximo. Temos duas equipas que lutam pela Champions e o Olympiacos, que também tem uma equipa muito boa. O pensamento da equipa está em dar uma boa imagem do Estrela Vermelha", diz Tomané.
Que o Benfica não é favorito contra o Zénit, todos sabemos.
ResponderEliminarMas às vezes há milagres...